Rastreamento e Prevenção da Pré-eclâmpsia: Evidências Atuais

Centro Universitário do Espírito Santo - UNESC Colatina — Prova 2026

Enunciado

Gestante de 28 anos, G1P0, com 36 semanas de gestação, chega ao pronto atendimento obstétrico referindo cefaleia intensa, turvação visual e dor epigástrica leve, há cerca de 3 horas. Ao exame físico: PA = 160x100 mmHg, FC = 92 bpm, proteinúria 3+, BCF 142 bpm, vitalidade fetal preservada. O quadro clínico é compatível com pré-eclampsia grave, em iminência de eclampsia, sendo iniciada profilaxia anticonvulsivante com sulfato de magnésio e controle pressórico adequado. Considerando o caso descrito e as evidências atuais sobre predição e prevenção da pré-eclampsia, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A suplementação de vitaminas antioxidantes (C e E) e o uso de óleo de peixe demonstraram eficácia na prevenção primária da doença.
  2. B) A ocorrência desse evento poderia ter sido prevista com segurança por meio de testes bioquímicos isolados, como ácido úrico e fibronectina plasmática, aplicados no segundo trimestre.
  3. C) A restrição de sal e a dieta hipossódica são medidas de prevenção primária comprovadamente eficazes contra o desenvolvimento da pré-eclampsia.
  4. D) A suplementação de cálcio não exerce papel algum na prevenção da doença, mesmo em populações com baixa ingestão dietética.
  5. E) O rastreamento combinado do primeiro trimestre (dados clínicos, pressão arterial média, Doppler de artérias uterinas e marcadores placentários) identifica gestantes de alto risco, permitindo prevenção com ácido acetilsalicílico em baixa dose e suplementação de cálcio.

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