UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 32a, G3P2A0, comparece para primeira consulta de pré-natal com 15 semanas de amenorreia. Última citologia oncótica de colo uterino com resultado de lesão intra-epitelial de baixo grau, realizada há dois anos. A CONDUTA É:
LIEBG prévio e gestação 15 semanas → Coletar citologia oncótica nesta consulta de pré-natal para rastreamento.
A gestação não contraindica a coleta de citologia oncótica. Mulheres com história de LIEBG devem seguir o rastreamento conforme as diretrizes, e a citologia pode ser realizada na primeira consulta de pré-natal, se não houver sido feita recentemente.
O rastreamento do câncer de colo uterino não deve ser interrompido durante a gestação. A citologia oncótica é um exame seguro e fundamental no pré-natal, devendo ser realizada na primeira consulta se a paciente não tiver um exame recente ou se o último tiver sido há mais de um ano. A presença de uma lesão intraepitelial de baixo grau (LIEBG) prévia, como no caso, reforça a necessidade de manter o rastreamento. A gestação pode induzir alterações citológicas benignas que mimetizam lesões, mas a coleta da citologia é crucial para identificar lesões que necessitem de acompanhamento. Em casos de LIEBG na gestação, a conduta é geralmente conservadora, com acompanhamento citológico e/ou colposcópico. A colposcopia pode ser realizada, preferencialmente no segundo trimestre, mas a biópsia é evitada, a menos que haja forte suspeita de lesão de alto grau ou câncer invasivo, devido ao risco de sangramento e prematuridade. A maioria das lesões de baixo grau regride espontaneamente após o parto, e a avaliação definitiva e o tratamento, se necessários, são geralmente postergados para o período pós-parto. O objetivo principal é evitar procedimentos invasivos desnecessários durante a gravidez, enquanto se monitora a progressão da lesão e se exclui a presença de câncer invasivo.
Sim, a coleta de citologia oncótica é segura durante a gravidez e não aumenta o risco de aborto ou parto prematuro. É recomendada como parte do rastreamento de rotina na primeira consulta de pré-natal, se a mulher não tiver realizado um exame recente.
Em caso de LIEBG na gestação, a conduta geralmente é expectante. A colposcopia pode ser realizada, mas a biópsia é evitada, a menos que haja suspeita de lesão de alto grau ou câncer invasivo. A maioria das lesões de baixo grau regride espontaneamente após o parto.
A colposcopia é indicada na gestação em casos de citologia com lesão intraepitelial de alto grau (HSIL), atipias de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US) com teste de HPV positivo, ou atipias de células glandulares (AGC). É preferível realizá-la no segundo trimestre, se possível.
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