UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2017
Um homem de 35 anos, identificado pelas iniciais PPSJ, vai a uma consulta de rotina numa USF. Ele não tinha queixas, e gostaria de saber se precisaria se submeter a um rastreamento para doenças cardiovasculares. Seu médico de família e comunidade deveria:
Rastreamento CV = Tabagismo + PA + IMC + Glicemia + Perfil Lipídico + Histórico Familiar.
A prevenção primária cardiovascular em adultos assintomáticos foca na identificação de fatores de risco modificáveis e no cálculo do risco global, não em exames de imagem precoces.
A abordagem do paciente assintomático na Atenção Primária à Saúde (APS) deve ser pautada na prevenção quaternária e na medicina baseada em evidências. O objetivo é identificar precocemente condições que aumentam a morbimortalidade cardiovascular, como a hipertensão arterial sistêmica, o diabetes mellitus e as dislipidemias. A utilização de escores de risco, como o Escore de Risco de Framingham ou a Calculadora de Risco da SBC, auxilia na decisão terapêutica, especialmente quanto ao uso de estatinas e metas pressóricas. Além dos exames, a intervenção em estilo de vida (cessação do tabagismo, dieta e atividade física) é o pilar fundamental da promoção à saúde.
O rastreamento de fatores de risco como hipertensão, tabagismo e obesidade deve ocorrer em todas as consultas. O perfil lipídico e a glicemia de jejum são recomendados a partir dos 20-35 anos, dependendo do risco individual e diretrizes específicas.
Os exames fundamentais incluem a aferição da pressão arterial, cálculo do IMC, glicemia de jejum e perfil lipídico total (colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos), além da avaliação clínica do tabagismo.
Não. O teste ergométrico não é indicado para o rastreamento de rotina em pacientes assintomáticos de baixo risco, devendo ser reservado para casos específicos de estratificação em pacientes de maior risco ou com sintomas.
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