UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (15/6) a Lei 14.598/23, que obriga a rede pública de saúde a incluir no protocolo de assistência às gestantes, a realização de ecocardiograma fetal no prénatal. Sobre a importância do tema no contexto obstétrico, assinale a alternativa CORRETA.
Duto venoso com fluxo reverso ou ausente no 1º trimestre → Risco aumentado de cromossomopatias e cardiopatias congênitas maiores.
O rastreamento de primeiro trimestre, incluindo a avaliação do fluxo no duto venoso, é crucial para a estratificação de risco. Uma onda 'a' reversa ou ausente indica disfunção cardíaca precoce ou aumento da pós-carga, sendo um forte preditor de desfechos adversos.
As cardiopatias congênitas são as malformações mais comuns ao nascimento, representando uma causa importante de morbimortalidade neonatal. O diagnóstico pré-natal, através do ecocardiograma fetal, permite o planejamento do parto em centro terciário com equipe especializada, melhorando significativamente o prognóstico, especialmente nas cardiopatias ducto-dependentes. A avaliação do risco de cardiopatias começa precocemente, no ultrassom morfológico de primeiro trimestre (11 a 14 semanas). Além da translucência nucal, a análise do fluxo no duto venoso é um marcador poderoso. O duto venoso é um shunt que desvia sangue oxigenado da veia umbilical para a circulação cerebral. Um fluxo anormal, com onda 'a' reversa, sugere aumento da pressão atrial direita, um sinal precoce de disfunção cardíaca fetal e está fortemente associado a aneuploidias e defeitos cardíacos maiores. Um rastreamento de primeiro trimestre alterado é uma indicação formal para a realização do ecocardiograma fetal, um exame mais detalhado da anatomia e função do coração fetal, geralmente realizado entre 18 e 24 semanas. O diagnóstico pré-natal permite o aconselhamento parental e a preparação da equipe neonatal para intervenções imediatas após o nascimento, como o uso de prostaglandina para manter o canal arterial pérvio em cardiopatias ducto-dependentes.
Os principais marcadores são a translucência nucal aumentada, osso nasal ausente, regurgitação tricúspide e, crucialmente, fluxo anormal (onda 'a' reversa ou ausente) no duto venoso. Esses achados aumentam significativamente o risco de aneuploidias e defeitos cardíacos.
Está indicado em gestações de alto risco, como suspeita em ultrassom de rotina, história familiar de cardiopatia congênita, diabetes materno pré-gestacional, uso de certas medicações (lítio, anticonvulsivantes), ou rastreamento de 1º trimestre alterado. A nova lei visa universalizar o acesso.
O forame oval e o canal arterial são estruturas normais e essenciais para a circulação fetal, permitindo o desvio de sangue do pulmão não funcional. As cardiopatias congênitas são defeitos estruturais (ex: CIV, transposição de grandes artérias) que alteram o fluxo normal e a anatomia cardíaca, identificáveis no ecocardiograma.
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