HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Paciente de 54 anos portador de doença arterial periférica com claudicação intermitente, de diabetes , tabagista ativo com carga tabágica de 40 anos-maço e com placa de 70% em carótidas em um doppler realizado há 2 anos procura consulta médica para orientações. Nesse momento está em uso de AAS 100mg, Rivaroxabana 2,5mg a cada 12 horas, Metformina 1g a cada 12 horas, Rosuvastatina 40mg, Enalapril 20mg a cada 12 horas. Eletrocardiograma em ritmo sinusal e ecocardiograma com fração de ejeção de 45%.Sobre o rastreio para câncer de pulmão desse paciente, qual seria a recomendação mais adequada, segundo o USP Task Force.
Rastreio Ca Pulmão (USPSTF) = 50-80 anos + ≥20 maços-ano + fumante/parou <15 anos → TCBD anual.
O rastreamento anual com TC de baixa dose reduz a mortalidade em populações de alto risco (50-80 anos com carga tabágica ≥ 20 maços-ano), devendo ser interrompido se o paciente parou de fumar há mais de 15 anos.
O rastreamento de câncer de pulmão é uma intervenção de medicina preventiva crucial para reduzir a mortalidade em tabagistas pesados. A atualização da USPSTF em 2021 expandiu os critérios, reduzindo a idade inicial de 55 para 50 anos e a carga tabágica de 30 para 20 maços-ano, visando incluir mais pacientes de alto risco, especialmente minorias e mulheres. A implementação correta exige o uso de TC de baixa dose (TCBD) para minimizar a exposição à radiação, mantendo a eficácia diagnóstica.
Segundo a USPSTF (2021), o rastreio deve ser realizado em adultos de 50 a 80 anos que possuem uma carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano e que são fumantes ativos ou pararam de fumar nos últimos 15 anos. A carga tabágica é calculada multiplicando o número de maços fumados por dia pelo número de anos de tabagismo.
O rastreamento deve ser descontinuado quando a pessoa completa 81 anos, quando não fuma há mais de 15 anos ou se desenvolver um problema de saúde que limite substancialmente a expectativa de vida ou a capacidade/vontade de realizar uma cirurgia pulmonar curativa.
A tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) possui maior sensibilidade para detectar nódulos pulmonares em estágios iniciais e curáveis. Grandes estudos multicêntricos, como o NLST e o NELSON, demonstraram que a TCBD reduz a mortalidade específica por câncer de pulmão em comparação com a radiografia simples.
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