Rastreio de Câncer de Pulmão: Diretriz Brasileira 2024

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024

Enunciado

O câncer de pulmão é o tipo mais comum de neoplasia maligna (exceto pele não melanoma) no mundo e o terceiro no Brasil, além de ser o primeiro lugar quando se fala em mortalidade. Estima-se que só em 2020 foram 28 mil óbitos relacionados a esta patologia no Brasil, de acordo com dados do INCA. Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito tardiamerite, o que reduz as chances de cura desta dessa patologia. Diante disso, estudos internacionais comprovaram que o rastreio para população de alto risco, com tomografia computadorizada de tórax de baixa dosagem (TCBD), aumentou a taxa de detecção de câncer de pulmão e reduziu a mortalidade em torno de 20%. Em 2024, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e o Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica, publicaram a diretriz brasileira para o rastreio de câncer de pulmão. Assinale a alternativa abaixo que contempla corretamente a forma de rastreio e a população incluída.

Alternativas

  1. A) TCBD a cada dois anos, paciente entre 50 a 80 anos. ≥ 20 maços-ano, tabagistas ativos ou extabagistas até 15 anos.
  2. B) TCBD anual, paciente entre 50 a 80 anos, ≥ 20 maços-ano, tabagistas ativos ou ex-tabagistas até 15 anos.
  3. C) TCBD anual, paciente entre 55 a 74 anos, ≥ 30 maços-ano, tabagistas ativos ou ex-tabagistas até 10 anos.
  4. D) TCBD a cada dois anos, paciente entre 50 a 80 anos, ≥ 30 maços-ano, tabagistas ativos ou extabagistas até 10 anos.

Pérola Clínica

Rastreio Pulmão (SBPT 2024) → TCBD anual, 50-80 anos, ≥20 maços-ano, ativos/ex <15 anos.

Resumo-Chave

O rastreamento com TC de baixa dosagem (TCBD) anual reduz a mortalidade em 20% em populações de alto risco (tabagistas pesados), conforme a nova diretriz brasileira de 2024.

Contexto Educacional

O câncer de pulmão permanece como a principal causa de morte por câncer globalmente. A detecção precoce via TCBD é a única intervenção de rastreio comprovada para reduzir a mortalidade específica. A atualização de 2024 da SBPT expandiu a faixa etária e reduziu a carga tabágica mínima necessária (de 30 para 20 maços-ano), alinhando o Brasil às evidências internacionais mais recentes (estudos NLST e NELSON).

Perguntas Frequentes

Quem deve realizar o rastreamento de câncer de pulmão?

De acordo com a diretriz brasileira de 2024, devem ser rastreados indivíduos entre 50 e 80 anos, com carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano, que sejam tabagistas ativos ou que tenham parado de fumar há menos de 15 anos.

Qual a periodicidade e o exame indicado?

O exame indicado é a Tomografia Computadorizada de Baixa Dosagem (TCBD) de tórax, realizada anualmente. A TCBD é superior à radiografia de tórax e à TC convencional por detectar nódulos menores com menor exposição à radiação.

Quando interromper o rastreamento pulmonar?

O rastreamento deve ser interrompido quando o paciente atinge 80 anos, quando parou de fumar há mais de 15 anos, ou se desenvolver uma condição de saúde que limite significativamente a expectativa de vida ou a capacidade de realizar uma cirurgia curativa.

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