Rastreamento de Câncer de Pulmão: Indicações da TCBD

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir:

Alternativas

  1. A) S.D. 68 anos, feminino, acompanha seu pai com câncer de pulmão, em consulta, no ambulatório de cirurgia torácica. Hipertensa há dez anos, hipotireoidismo há cinco anos. Sedentária, extabagista, 35 maços/ano, parou há 12 anos. Extremamente preocupada com a possibilidade de ser portadora de neoplasia de pulmão. Dessa maneira, solicita aconselhamento para essa avaliação. Frente a esse caso, qual seria a conduta adequada? A) Solicitar teste genético em DNA para avaliação de mutações somáticas.
  2. B) Solicitar tomografia de tórax de baixa dosagem.
  3. C) Solicitar teste genético em RNA para avaliação de mutações somáticas.
  4. D) Solicitar angiotomografia de tórax.

Pérola Clínica

50-80 anos + ≥ 20 maços/ano + parou < 15 anos → TC baixa dosagem anual.

Resumo-Chave

O rastreamento do câncer de pulmão com TC de baixa dosagem reduz a mortalidade em populações de alto risco (tabagistas pesados).

Contexto Educacional

O câncer de pulmão é uma das principais causas de morte por neoplasia no mundo. O rastreamento visa detectar a doença em estágios iniciais (I e II), onde o tratamento cirúrgico é potencialmente curativo. A carga tabágica é calculada multiplicando o número de maços fumados por dia pelo número de anos de fumo. Pacientes com histórico familiar e alta carga tabágica enquadram-se nos critérios das principais diretrizes internacionais para triagem anual com TCBD.

Perguntas Frequentes

Quem deve fazer rastreamento para câncer de pulmão?

Indivíduos entre 50 e 80 anos, com carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano, que sejam fumantes ativos ou que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos.

Por que usar TC de baixa dosagem?

A TC de baixa dosagem (TCBD) utiliza cerca de 10% da radiação de uma TC convencional, mantendo sensibilidade suficiente para detectar nódulos pulmonares iniciais, reduzindo a mortalidade específica por câncer de pulmão em cerca de 20%.

Quando interromper o rastreamento?

O rastreamento deve ser interrompido quando o paciente completar 15 anos de abstinência tabágica, desenvolver um problema de saúde que limite a expectativa de vida ou a capacidade de realizar cirurgia curativa.

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