Rastreamento Câncer de Pulmão: Guia para Tabagistas

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.A.S.D, 65 anos, feminino, vem à consulta médica, na Unidade Básica de Saúde, queixando-se de pigarro matinal e dispneia aos médios esforços. Hipertensa há dez anos, hipotireoidismo há cinco anos. Sedentária, tabagista 35 maços/ano. Sem história familiar relevante. Filha que a acompanha mostra-se preocupada com o tabagismo da mãe, solicitando apoio para essa demanda.Com base no relato, a conduta adequada para o caso em questão compreende encaminhamento para o grupo de cessação tabágica e

Alternativas

  1. A) rastreio para DPOC.
  2. B) prescrição de beta agonista.
  3. C) TC de tórax de baixa dosagem.
  4. D) prescrição de antimuscarínico.

Pérola Clínica

Tabagista >50a com carga tabágica ≥20 maços/ano → rastreamento anual para câncer de pulmão com TC de tórax de baixa dosagem.

Resumo-Chave

A paciente apresenta fatores de risco significativos para câncer de pulmão (idade >50 anos e carga tabágica elevada de 35 maços/ano). As diretrizes atuais recomendam o rastreamento anual com TC de tórax de baixa dosagem para essa população de alto risco, além da cessação tabágica.

Contexto Educacional

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer globalmente, e o tabagismo é o fator de risco mais importante. A identificação precoce através do rastreamento pode melhorar significativamente o prognóstico. As diretrizes atuais, como as do USPSTF, recomendam o rastreamento anual com tomografia computadorizada de tórax de baixa dosagem para indivíduos de alto risco. Os critérios para rastreamento incluem idade entre 50 e 80 anos, histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano, e ser fumante atual ou ter parado de fumar nos últimos 15 anos. A decisão de rastrear deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios, e sempre associada ao aconselhamento para cessação tabágica. A paciente do caso, com 65 anos e 35 maços/ano de tabagismo, se enquadra perfeitamente nos critérios de alto risco para câncer de pulmão. Portanto, além do encaminhamento para cessação tabágica, a conduta mais adequada é o rastreamento com TC de tórax de baixa dosagem. O rastreio para DPOC é importante, mas não aborda o risco de câncer de pulmão de forma tão direta quanto a TC.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para rastreamento de câncer de pulmão?

O rastreamento de câncer de pulmão é recomendado para adultos de 50 a 80 anos com histórico de tabagismo de 20 maços/ano ou mais, que fumam atualmente ou pararam nos últimos 15 anos. A decisão deve ser individualizada.

Por que a TC de tórax de baixa dosagem é usada no rastreamento?

A TC de tórax de baixa dosagem é o método de escolha para o rastreamento de câncer de pulmão porque demonstrou reduzir a mortalidade por câncer de pulmão em estudos de larga escala, com menor exposição à radiação em comparação com a TC convencional.

Qual a importância da cessação tabágica no contexto do rastreamento?

A cessação tabágica é fundamental, pois reduz significativamente o risco de câncer de pulmão e outras doenças relacionadas ao tabaco. O rastreamento complementa a cessação, identificando lesões precocemente em indivíduos de alto risco.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo