Câncer de Pulmão: Rastreamento e Estadiamento Essencial

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 55 anos, assintomática, ex-tabagista há 10 anos, 60 anos-maço, foi submetida a rastreamento de neoplasia pulmonar com tomografia de tórax de baixa dosagem. O exame de imagem revela nódulo pulmonar espiculado, densidades de partes moles de 2,5 cm e presença de adenomegalia paratraqueal ipsilateral à lesão pulmonar. Sobre o rastreamento de neoplasia pulmonar e o estadiamento neste caso, afirma-se: I. O rastreamento de câncer de pulmão deveria ter iniciado no momento da cessação do tabagismo. II. O estadiamento da extensão da doença deve ser feito preferencialmente com PET-TC. III. A avaliação invasiva mediastinal está indicada na ausência de lesão extratorácica para o diagnóstico diferencial de doenças infecciosas e inflamatórias. Estão corretas as afirmativas

Alternativas

  1. A) I e II, apenas.
  2. B) I e III, apenas.
  3. C) II e III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

Rastreamento de câncer de pulmão em ex-tabagistas inicia após 15 anos de cessação; PET-TC e avaliação mediastinal invasiva são essenciais no estadiamento.

Resumo-Chave

O rastreamento de câncer de pulmão é indicado para ex-tabagistas com cessação há menos de 15 anos. O estadiamento da doença avançada deve incluir PET-TC e, na ausência de metástases à distância, avaliação invasiva do mediastino.

Contexto Educacional

O rastreamento de câncer de pulmão com tomografia de tórax de baixa dosagem é uma estratégia eficaz para reduzir a mortalidade em populações de alto risco. Os critérios de elegibilidade incluem idade (geralmente 50-80 anos) e histórico de tabagismo (ex: 20 anos-maço), com a cessação do tabagismo tendo ocorrido há menos de 15 anos. A paciente do caso, ex-tabagista há 10 anos, ainda se enquadra nos critérios de rastreamento. No estadiamento do câncer de pulmão, a presença de um nódulo espiculado e adenomegalia paratraqueal ipsilateral sugere doença avançada. O PET-TC é o método de imagem preferencial para avaliar a extensão da doença, incluindo a detecção de metástases à distância e o envolvimento linfonodal mediastinal. A avaliação invasiva mediastinal, como a biópsia por agulha guiada por ultrassom endobrônquico (EBUS-TBNA) ou mediastinoscopia, é crucial para confirmar o envolvimento linfonodal mediastinal (N2/N3) e diferenciar entre doença maligna, infecciosa ou inflamatória, especialmente na ausência de metástases extratorácicas. Isso é fundamental para definir a estratégia terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o rastreamento de câncer de pulmão?

O rastreamento é recomendado para adultos de 50 a 80 anos com histórico de 20 anos-maço ou mais, que fumam atualmente ou pararam de fumar nos últimos 15 anos, utilizando tomografia de tórax de baixa dosagem.

Por que o PET-TC é preferencial no estadiamento do câncer de pulmão?

O PET-TC é preferencial no estadiamento pois oferece alta sensibilidade e especificidade para detectar metástases à distância e envolvimento linfonodal, auxiliando na determinação da extensão da doença.

Quando a avaliação invasiva mediastinal é indicada no câncer de pulmão?

A avaliação invasiva mediastinal (ex: broncoscopia com biópsia transbrônquica, EBUS-TBNA, mediastinoscopia) é indicada na presença de adenomegalia mediastinal suspeita ou na ausência de lesão extratorácica, para confirmar o envolvimento linfonodal e diferenciar de doenças infecciosas/inflamatórias.

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