HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Paciente, 60 anos, sexo masculino, foi a consulta de forma não voluntária por insistência de sua esposa. Nega quaisquer sintomas no momento. Refere hábitos de tabagismo (35 maços/ano) e etilismo (600 ml de bebida fermentada/dia). Diante desse quadro, para o rastreamento do câncer de pulmão, a conduta adequada é solicitar
Rastreamento câncer pulmão em fumantes pesados >50 anos → Tomografia de tórax com baixa dosagem de radiação (TCBD).
O paciente apresenta fatores de risco significativos para câncer de pulmão (tabagismo pesado e idade > 50 anos). As diretrizes atuais recomendam o rastreamento anual do câncer de pulmão em indivíduos de alto risco com tomografia de tórax de baixa dosagem de radiação (TCBD), que demonstrou reduzir a mortalidade.
O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais letais, sendo a principal causa de morte por câncer em todo o mundo. O tabagismo é o fator de risco mais importante, responsável por cerca de 85% dos casos. A importância clínica do rastreamento reside na possibilidade de detectar a doença em estágios iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores. Historicamente, a maioria dos casos é diagnosticada em fases avançadas, o que contribui para a alta mortalidade. A fisiopatologia do câncer de pulmão envolve mutações genéticas induzidas por carcinógenos, levando ao crescimento descontrolado de células pulmonares. O rastreamento visa identificar nódulos pulmonares suspeitos antes que causem sintomas. As diretrizes atuais, como as do USPSTF (U.S. Preventive Services Task Force) e outras sociedades médicas, recomendam o rastreamento anual para indivíduos de alto risco: geralmente adultos de 50 a 80 anos com histórico de tabagismo de 20 maços/ano ou mais, que fumam atualmente ou pararam nos últimos 15 anos. O método de rastreamento recomendado é a tomografia computadorizada de tórax com baixa dosagem de radiação (TCBD). Estudos como o National Lung Screening Trial (NLST) demonstraram que a TCBD anual pode reduzir a mortalidade por câncer de pulmão em até 20% em comparação com a radiografia de tórax. Outros métodos como telerradiografia de tórax e pesquisa de células neoplásicas no escarro não são recomendados para rastreamento devido à falta de evidências de benefício na redução da mortalidade. É crucial que o rastreamento seja realizado em centros com experiência e que os pacientes sejam informados sobre os potenciais benefícios e riscos.
O rastreamento é recomendado para indivíduos de alto risco, geralmente com idade entre 50 e 80 anos, histórico de tabagismo de 20 maços/ano ou mais, e que são fumantes atuais ou pararam de fumar nos últimos 15 anos.
A tomografia computadorizada de tórax com baixa dosagem de radiação (TCBD) é o único método de rastreamento que demonstrou reduzir a mortalidade por câncer de pulmão em estudos randomizados.
Os benefícios incluem a detecção precoce de tumores, aumentando as chances de cura. Os riscos envolvem a exposição à radiação, resultados falso-positivos que podem levar a exames invasivos desnecessários e o sobrediagnóstico.
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