INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um paciente masculino, 76 anos de idade, vem a consulta com clínica médica por apresentar dúvidas quanto à frequência com que deve realizar seu exame de próstata. O paciente diz ter feito o exame de PSA várias vezes ao longo dos últimos anos. Traz exame de 3 e de 4 anos atrás, com PSA = 0,8 ng/mL e 0,78 ng/mL, respectivamente. Nesse caso, o paciente deve ser recomendado a
Rastreamento de câncer de próstata: descontinuar PSA/toque retal em homens >75 anos com PSA baixo e boa saúde.
As diretrizes atuais recomendam a descontinuação do rastreamento de câncer de próstata (PSA e toque retal) em homens com mais de 75 anos, especialmente aqueles com expectativa de vida limitada ou PSA consistentemente baixo, devido ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento.
O rastreamento do câncer de próstata com o Antígeno Prostático Específico (PSA) e o toque retal é um tema controverso na medicina, especialmente em idosos. Embora o rastreamento possa detectar cânceres precocemente, ele também leva ao sobrediagnóstico de tumores indolentes que nunca causariam sintomas ou morte, resultando em sobretratamento com seus inerentes riscos e efeitos adversos (incontinência, disfunção erétil). As diretrizes atuais de diversas sociedades médicas (como a USPSTF, AUA, SBU) recomendam uma abordagem individualizada para o rastreamento, com foco na discussão compartilhada de decisão. Para homens com mais de 75 anos, a maioria das diretrizes sugere a descontinuação do rastreamento, especialmente se o PSA for consistentemente baixo e a expectativa de vida for limitada (inferior a 10 anos). No caso apresentado, o paciente tem 76 anos e um PSA consistentemente baixo (0,8 e 0,78 ng/mL). Nessas condições, o benefício do rastreamento adicional é mínimo e os riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento superam os potenciais benefícios. Portanto, a recomendação mais apropriada é descontinuar o rastreamento com PSA, focando na qualidade de vida e evitando intervenções desnecessárias.
Geralmente, as diretrizes recomendam discutir a descontinuação do rastreamento de PSA em homens com mais de 75 anos, especialmente se a expectativa de vida for inferior a 10 anos ou o PSA for consistentemente baixo.
A descontinuação é recomendada para evitar o sobrediagnóstico e sobretratamento de cânceres de próstata indolentes, que são comuns em idosos e raramente causam sintomas ou morte, mas cujo tratamento pode gerar complicações significativas.
Os riscos incluem biópsias desnecessárias com suas complicações (infecção, sangramento), ansiedade, e o sobretratamento de cânceres de próstata que não seriam clinicamente significativos, levando a efeitos adversos como incontinência urinária e disfunção erétil.
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