Rastreamento Câncer de Próstata: Diretrizes do Ministério da Saúde

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Conforme o Ministério da Saúde, em seu Caderno de Atenção Básica de nº 29, que traz normas técnicas sobre rastreamento de várias patologias, sobre o rastreamento do câncer de próstata é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O nível de evidência ainda é insuficiente para tecer recomendações a favor ou contra a adoção do rastreamento para o câncer de próstata em homens assintomáticos com idade inferior a 75 anos. Não há evidências que essa prática seja eficaz, ou as evidências são pobres e conflitantes e a relação custo-benefício não pode ser determinada (Grau de recomendação I).
  2. B) Deve ser feito através de exame de sangue (PSA) e do toque retal, e deve ser feito a partir dos 45 anos por todos os homens e a partir dos 40 anos para aqueles da raça negra ou que têm história de câncer da próstata na família.
  3. C) Deve ser feito através de exame do toque retal, e deve ser feito a partir dos 45 anos por todos os homens e a partir dos 40 anos para aqueles da raça negra ou que têm história de câncer da próstata na família.
  4. D) Deve ser feito através de exame de sangue (PSA), e deve ser feito a partir dos 50 anos por todos os homens e a partir dos 45 anos para aqueles da raça negra ou que têm história de câncer da próstata na família.
  5. E) Deve ser feito através do toque retal, e deve ser feito a partir dos 50 anos por todos os homens e a partir dos 45 anos para aqueles da raça negra ou que têm história de câncer da próstata na família.

Pérola Clínica

MS: Rastreamento câncer próstata <75 anos assintomáticos = evidência insuficiente (Grau I).

Resumo-Chave

O Ministério da Saúde adota uma postura cautelosa em relação ao rastreamento populacional do câncer de próstata, devido à falta de evidências robustas de benefício em termos de redução de mortalidade e ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de próstata é um tema controverso na saúde pública. O Ministério da Saúde do Brasil, em consonância com diversas outras agências de saúde internacionais, adota uma postura de não recomendação para o rastreamento populacional em homens assintomáticos, especialmente aqueles com idade inferior a 75 anos. Esta posição é baseada na análise do nível de evidência científica disponível. As diretrizes do MS, presentes no Caderno de Atenção Básica nº 29, indicam que a evidência é insuficiente para recomendar a favor ou contra o rastreamento (Grau de recomendação I). Isso significa que não há comprovação de que o rastreamento com PSA e/ou toque retal em homens assintomáticos reduza a mortalidade por câncer de próstata, e os potenciais danos (sobrediagnóstico, sobretratamento, ansiedade, complicações de biópsias e tratamentos) podem superar os benefícios. É fundamental que profissionais de saúde compreendam essa diretriz para oferecer aconselhamento adequado aos pacientes, promovendo a decisão compartilhada quando o rastreamento é considerado em casos individualizados, especialmente em homens com maior risco ou que expressam desejo de realizá-lo, sempre com plena ciência dos prós e contras.

Perguntas Frequentes

Qual a posição atual do Ministério da Saúde sobre o rastreamento populacional do câncer de próstata?

O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional para o câncer de próstata em homens assintomáticos, devido à insuficiência de evidências de benefício e aos riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento.

Quais são os principais riscos associados ao rastreamento do câncer de próstata?

Os riscos incluem sobrediagnóstico (detecção de cânceres indolentes que nunca causariam sintomas), biópsias desnecessárias, ansiedade, e efeitos adversos do tratamento (incontinência urinária, disfunção erétil).

Em que situações a discussão sobre o rastreamento do câncer de próstata é considerada?

A discussão individualizada sobre o rastreamento pode ser considerada para homens com expectativa de vida superior a 10-15 anos, após serem informados sobre os potenciais benefícios e riscos, em um processo de decisão compartilhada.

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