FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Conforme o Ministério da Saúde, em seu Caderno de Atenção Básica de nº 29, que traz normas técnicas sobre rastreamento de várias patologias, sobre o rastreamento do câncer de próstata é CORRETO afirmar:
MS: Rastreamento câncer próstata <75 anos assintomáticos = evidência insuficiente (Grau I).
O Ministério da Saúde adota uma postura cautelosa em relação ao rastreamento populacional do câncer de próstata, devido à falta de evidências robustas de benefício em termos de redução de mortalidade e ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento.
O rastreamento do câncer de próstata é um tema controverso na saúde pública. O Ministério da Saúde do Brasil, em consonância com diversas outras agências de saúde internacionais, adota uma postura de não recomendação para o rastreamento populacional em homens assintomáticos, especialmente aqueles com idade inferior a 75 anos. Esta posição é baseada na análise do nível de evidência científica disponível. As diretrizes do MS, presentes no Caderno de Atenção Básica nº 29, indicam que a evidência é insuficiente para recomendar a favor ou contra o rastreamento (Grau de recomendação I). Isso significa que não há comprovação de que o rastreamento com PSA e/ou toque retal em homens assintomáticos reduza a mortalidade por câncer de próstata, e os potenciais danos (sobrediagnóstico, sobretratamento, ansiedade, complicações de biópsias e tratamentos) podem superar os benefícios. É fundamental que profissionais de saúde compreendam essa diretriz para oferecer aconselhamento adequado aos pacientes, promovendo a decisão compartilhada quando o rastreamento é considerado em casos individualizados, especialmente em homens com maior risco ou que expressam desejo de realizá-lo, sempre com plena ciência dos prós e contras.
O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional para o câncer de próstata em homens assintomáticos, devido à insuficiência de evidências de benefício e aos riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento.
Os riscos incluem sobrediagnóstico (detecção de cânceres indolentes que nunca causariam sintomas), biópsias desnecessárias, ansiedade, e efeitos adversos do tratamento (incontinência urinária, disfunção erétil).
A discussão individualizada sobre o rastreamento pode ser considerada para homens com expectativa de vida superior a 10-15 anos, após serem informados sobre os potenciais benefícios e riscos, em um processo de decisão compartilhada.
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