HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
O rastreamento de câncer de próstata através do exame de PSA e do toque retal:
Rastreamento câncer próstata (PSA/toque) → não rotineiro, risco de sobrediagnóstico e sobretratamento.
As diretrizes atuais desaconselham o rastreamento rotineiro do câncer de próstata com PSA e toque retal devido ao risco de sobrediagnóstico de tumores indolentes e sobretratamento, que pode levar a complicações como incontinência e disfunção erétil, sem benefício claro na mortalidade geral.
O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum entre os homens, e seu rastreamento tem sido objeto de intenso debate. Tradicionalmente, o rastreamento envolvia o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal anualmente em homens a partir de uma certa idade. As diretrizes atuais, baseadas em grandes estudos clínicos, como o PLCO e o ERSPC, têm evoluído para desaconselhar o rastreamento universal e rotineiro. Isso se deve principalmente aos riscos de sobrediagnóstico (identificação de cânceres que nunca causariam sintomas ou morte) e sobretratamento (tratamento desnecessário que acarreta efeitos adversos significativos, como disfunção erétil e incontinência urinária), sem um benefício claro na redução da mortalidade específica por câncer de próstata ou na mortalidade geral. A abordagem recomendada atualmente é a decisão compartilhada, onde o médico discute com o paciente os potenciais benefícios e malefícios do rastreamento, considerando fatores individuais como idade, comorbidades e histórico familiar. Para homens com maior risco ou que optam pelo rastreamento após essa discussão, a periodicidade e a idade de início podem ser individualizadas.
O rastreamento rotineiro com PSA e toque retal tem sido associado a sobrediagnóstico de cânceres indolentes e sobretratamento, levando a complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, sem um impacto significativo na mortalidade geral.
O rastreamento pode ser considerado em homens com maior risco (história familiar de câncer de próstata precoce) ou naqueles que, após discussão com o médico, optam por fazê-lo, em um processo de decisão compartilhada.
Os riscos incluem disfunção erétil, incontinência urinária, complicações cirúrgicas ou da radioterapia, e ansiedade associada ao diagnóstico e tratamento de uma doença que talvez nunca progredisse.
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