USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Homem negro de 54 anos procurou atendimento para rastreamento e detecção precoce do câncer de próstata, concordando com avaliação após exposição dos seus riscos e benefícios. Apresenta sintomas do trato urinário inferior com International Prostate Symptoms Score (I-PSS) de 7/35, satisfeito com sua qualidade de vida. Relata antecedente de neoplasia de próstata na família. Exame digital demonstrou próstata com 40 cm³ e consistência fibroelástica, sem nódulos, indolor. Foram solicitados exames, reproduzidos abaixo. Qual a conduta mais apropriada?
Homem negro >50a com histórico familiar e PSA alterado (ou relação PSA livre/total baixa) → considerar biópsia de próstata para rastreamento.
Em homens negros com mais de 50 anos e histórico familiar de câncer de próstata, mesmo com sintomas urinários leves e toque retal normal, a presença de um PSA total elevado ou uma relação PSA livre/total baixa é um forte indicativo para prosseguir com a biópsia de próstata, dada a maior incidência e agressividade da doença nesse grupo.
O rastreamento do câncer de próstata é um tema complexo e controverso, mas fundamental na saúde do homem. Envolve a dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) e o exame de toque retal. A decisão de rastrear deve ser individualizada, considerando a idade, a expectativa de vida, os fatores de risco e as preferências do paciente, após uma discussão sobre os potenciais benefícios e malefícios do rastreamento e tratamento. No caso apresentado, o paciente é um homem negro de 54 anos com antecedente familiar de câncer de próstata, fatores que aumentam significativamente o risco de desenvolver a doença e de ter uma forma mais agressiva. Embora o toque retal seja normal e os sintomas urinários leves, a solicitação de PSA total e livre indica que o médico já está em uma etapa avançada da investigação. A conduta de biópsia de próstata, como gabarito, implica que os resultados desses exames (não fornecidos no enunciado, mas subentendidos como alterados) justificam a intervenção. A biópsia de próstata é o único método para confirmar o diagnóstico de câncer de próstata. A decisão de realizá-la é baseada na combinação de fatores como PSA total, relação PSA livre/total, achados do toque retal, densidade do PSA, idade e etnia. Em homens negros com histórico familiar, um limiar mais baixo de PSA pode ser usado para indicar a biópsia, devido ao maior risco. É crucial que o profissional de saúde esteja atento a esses fatores para uma detecção precoce e manejo adequado da doença.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, etnia (homens negros têm maior risco), histórico familiar de câncer de próstata (especialmente em parentes de primeiro grau jovens) e algumas mutações genéticas hereditárias.
A biópsia de próstata é indicada quando há um PSA total elevado para a idade, uma relação PSA livre/total baixa (<25%), uma alteração suspeita no toque retal, ou um aumento progressivo do PSA ao longo do tempo, especialmente em pacientes com fatores de risco.
A relação PSA livre/total ajuda a diferenciar o câncer de próstata da hiperplasia prostática benigna (HPB). Valores mais baixos da relação (geralmente <25%) são mais sugestivos de câncer, enquanto valores mais altos são mais comuns na HPB, auxiliando na decisão de realizar a biópsia.
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