HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Mulher trans, negra, de 55 anos, foi ao oncologista preocupada quanto a necessidade de exames de rastreamento após o Outubro Rosa, afinal tinha mamoplastia de aumento há 3 anos. Após anamnese e médico indicou o principal exame para a sua faixa etária que seria:
Mulher trans com próstata intacta → rastreamento de câncer de próstata com PSA conforme idade e fatores de risco.
Mulheres trans, mesmo após hormonoterapia feminilizante, mantêm a próstata e, portanto, o risco de câncer de próstata. O rastreamento com PSA total e livre é o principal exame para essa faixa etária (55 anos), seguindo as diretrizes para homens cisgênero, com interpretação cuidadosa dos resultados devido à terapia hormonal.
A saúde da população transgênero requer uma abordagem sensível e informada, considerando as particularidades anatômicas e hormonais. Mulheres trans (indivíduos designados como homens ao nascer que se identificam como mulheres) mantêm a próstata, mesmo após anos de hormonoterapia feminilizante. Portanto, o risco de câncer de próstata persiste e o rastreamento é uma parte crucial da atenção à saúde preventiva. O câncer de próstata é um dos cânceres mais comuns entre indivíduos com próstata. O rastreamento geralmente envolve a dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) total e livre, além do toque retal. Embora a hormonoterapia feminilizante possa suprimir os níveis de PSA, ela não elimina o risco de câncer, e a interpretação dos resultados do PSA deve ser feita com cautela, considerando o contexto hormonal e a idade do paciente. Para uma mulher trans de 55 anos, o rastreamento de câncer de próstata com PSA total e livre é o principal exame indicado, seguindo as diretrizes gerais de rastreamento para homens cisgênero, mas com a devida contextualização. A mamografia bilateral, embora relevante para o rastreamento de câncer de mama em mulheres trans que fizeram mamoplastia de aumento e/ou usam hormônios, não é o 'principal exame' para a faixa etária de 55 anos no contexto de rastreamento oncológico geral, especialmente quando a próstata é um órgão de risco presente. O CA 125 é um marcador para câncer de ovário, não aplicável neste caso.
Mulheres trans nascem com próstata e, mesmo sob hormonoterapia feminilizante, mantêm o órgão e, consequentemente, o risco de desenvolver câncer de próstata. O rastreamento é essencial para detecção precoce e melhor prognóstico.
A hormonoterapia feminilizante (estrogênios e antiandrogênios) pode reduzir os níveis de PSA. Isso significa que um PSA 'normal' em uma mulher trans pode, na verdade, indicar um risco maior do que em um homem cisgênero com o mesmo valor, exigindo uma interpretação cuidadosa e individualizada.
As diretrizes geralmente seguem as recomendações para homens cisgênero, iniciando por volta dos 50-55 anos, ou mais cedo se houver fatores de risco (história familiar, etnia). A decisão deve ser individualizada, considerando o histórico de hormonoterapia e a expectativa de vida do paciente.
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