CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 60 anos, agricultor, hipertenso e diabético, compareceu a Unidade Básica de Saúde para atendimento de rotina e acabou sendo triado para rastreamento da campanha Novembro Azul. Retorna a consulta com PSA 7ng/ml. Refere ter observado diminuição progressiva do jato urinário há 1 ano, noctúria e gotejamento terminal após a micção. Nega dor lombar, pélvica ou em coxas e perda de peso. O toque retal evidenciou área endurecida na próstata. Sobre os próximos passos da conduta deste caso, assinale a alternativa INCORRETA:
PSA elevado + toque retal alterado → Biópsia de próstata para diagnóstico e estadiamento.
Um PSA elevado e um toque retal alterado em um homem de 60 anos com sintomas urinários obstrutivos são altamente sugestivos de câncer de próstata. O próximo passo diagnóstico é a biópsia prostática guiada por ultrassom transretal, seguida de estadiamento para definir a melhor abordagem terapêutica.
O rastreamento do câncer de próstata envolve a dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal, especialmente em homens a partir dos 50 anos (ou 45 com fatores de risco). Um PSA elevado (acima de 4 ng/mL, ou valores mais baixos dependendo da idade e fatores de risco) e/ou um toque retal alterado (nódulo, endurecimento) são indicativos de risco e exigem investigação adicional. Os sintomas urinários obstrutivos, como diminuição do jato e noctúria, são comuns em homens mais velhos e podem ser causados tanto por hiperplasia prostática benigna quanto por câncer. A fisiopatologia do câncer de próstata envolve o crescimento descontrolado de células epiteliais glandulares da próstata, geralmente adenocarcinomas. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia prostática, guiada por ultrassom transretal. A classificação histopatológica de Gleason é fundamental para determinar o grau de agressividade do tumor. Após o diagnóstico, o estadiamento é realizado com exames de imagem como ressonância magnética da pelve e, em casos selecionados, cintilografia óssea ou PET-CT, para avaliar a extensão locorregional e a presença de metástases. O tratamento do câncer de próstata é individualizado e depende do estágio da doença, grau de agressividade, idade do paciente e comorbidades. As opções incluem vigilância ativa, prostatectomia radical (cirurgia), radioterapia, braquiterapia e terapia hormonal (anti-androgênica). A quimioterapia é geralmente reservada para doença metastática resistente à castração. É crucial que a decisão terapêutica seja compartilhada com o paciente, considerando seus valores e preferências, após uma discussão completa sobre os riscos e benefícios de cada abordagem.
Após um PSA elevado e um toque retal alterado, os próximos passos incluem a realização de uma ultrassonografia transretal da próstata e, se indicado, uma biópsia prostática guiada para confirmação histopatológica.
A Escala de Gleason é um sistema de graduação histopatológica que avalia o padrão de crescimento das células tumorais. Ela é crucial para determinar o grau de agressividade do câncer e auxiliar na decisão terapêutica e no prognóstico.
A ressonância magnética multiparamétrica da próstata é um método útil para avaliar o grau de invasão locorregional do tumor (cápsula prostática, vesículas seminais, bexiga) e o comprometimento linfonodal pélvico, sendo essencial para o estadiamento preciso.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo