HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Com relação à detecção precoce do câncer de próstata, podemos afirmar que:
Rastreamento com PSA em assintomáticos não reduz significativamente a mortalidade geral por câncer de próstata.
Estudos mostram que o rastreamento populacional com PSA em homens assintomáticos não resulta em uma redução significativa da mortalidade geral por câncer de próstata, mas aumenta o sobrediagnóstico e o sobretratamento, com seus riscos e efeitos adversos.
O câncer de próstata é um dos cânceres mais comuns em homens. A detecção precoce, principalmente através do rastreamento com PSA e toque retal, tem sido um tema de intenso debate devido às controvérsias sobre seus benefícios e malefícios em termos de mortalidade e qualidade de vida. Grandes estudos randomizados, como o PLCO (EUA) e o ERSPC (Europa), mostraram que o rastreamento populacional com PSA não leva a uma redução significativa da mortalidade geral por câncer de próstata. Embora o ERSPC tenha sugerido uma pequena redução na mortalidade específica, isso veio ao custo de um alto índice de sobrediagnóstico e sobretratamento, o que levanta questões sobre a relação risco-benefício. O sobrediagnóstico refere-se à detecção de cânceres indolentes que nunca progrediriam para causar sintomas ou morte. O sobretratamento, por sua vez, expõe os pacientes a riscos de procedimentos invasivos (biópsias, cirurgias, radioterapia) e seus efeitos adversos (incontinência urinária, disfunção erétil), sem um benefício claro na sobrevida. As diretrizes atuais enfatizam a decisão compartilhada, informando o paciente sobre os prós e contras do rastreamento, para que ele possa tomar uma decisão informada.
Estudos como o PLCO e o ERSPC mostraram que o rastreamento com PSA em populações assintomáticas não reduz de forma significativa a mortalidade geral por câncer de próstata, embora possa haver uma pequena redução na mortalidade específica pela doença em alguns grupos, com alto custo de sobrediagnóstico.
Os principais riscos incluem sobrediagnóstico (detecção de cânceres indolentes que nunca causariam sintomas), sobretratamento (cirurgias ou radioterapias desnecessárias com efeitos adversos como incontinência e disfunção erétil) e ansiedade relacionada aos resultados.
Não, o toque retal e a dosagem de PSA são exames complementares no rastreamento do câncer de próstata. Nenhum deles pode substituir o outro, e a decisão de rastrear deve ser individualizada e compartilhada com o paciente, considerando seus fatores de risco e preferências.
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