FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Com relação ao diagnóstico e características deste câncer, é CORRETO afirmar:
Rastreamento de câncer de próstata em assintomáticos é controverso; decisão individualizada com base em risco e expectativa de vida.
O rastreamento do câncer de próstata em homens assintomáticos é um tema controverso devido ao risco de sobrediagnóstico e sobretratamento, que podem levar a complicações desnecessárias. As diretrizes atuais recomendam a discussão individualizada com o paciente, considerando idade, histórico familiar e preferências, em vez de um rastreamento universal.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Sua incidência aumenta com a idade, sendo mais frequente após os 65 anos. A maioria dos casos de câncer de próstata cresce lentamente e pode não causar sintomas ou problemas significativos durante a vida do homem. O rastreamento do câncer de próstata, que envolve o exame de PSA e o toque retal, é um tema de debate intenso na comunidade médica. Embora possa identificar alguns casos precocemente, há um risco considerável de sobrediagnóstico, ou seja, a detecção de tumores indolentes que nunca progrediriam para causar danos ao paciente. O tratamento desses tumores pode levar a efeitos adversos significativos, como incontinência urinária e disfunção erétil, sem um benefício claro na sobrevida. Atualmente, as principais diretrizes de saúde não recomendam o rastreamento universal em homens assintomáticos. Em vez disso, preconiza-se a decisão compartilhada entre médico e paciente, considerando fatores individuais como idade, histórico familiar de câncer de próstata, etnia e expectativa de vida. O diagnóstico definitivo é sempre histopatológico, obtido por biópsia da próstata, e não apenas por alterações no PSA ou toque retal.
O rastreamento em assintomáticos é controverso devido ao risco de sobrediagnóstico (identificar tumores indolentes que não causariam danos) e sobretratamento, que pode levar a complicações como incontinência urinária e disfunção erétil, sem benefício de sobrevida.
Os métodos tradicionalmente utilizados no rastreamento são o exame de sangue para dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) e o exame de toque retal. Ambos são complementares, mas nenhum deles isoladamente confirma o diagnóstico.
O diagnóstico definitivo do câncer de próstata é feito exclusivamente através da biópsia da próstata, que é realizada quando há alterações suspeitas no PSA, no toque retal ou em exames de imagem, e a análise histopatológica das amostras revela células malignas.
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