SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Para a campanha do novembro azul, a equipe de Saúde da Família da Unidade de Saúde da Família (USF) Saúde para Todos organizou uma atividade de educação em saúde e cuidados pessoais voltada para os homens. Um dos presentes aproveitou a oportunidade para relatar que ouviu em uma roda de conversa com os amigos do bairro que, como ele já havia completado os 50 anos, deveria fazer o exame do toque retal e a dosagem do PSA, mas como levava um estilo de vida saudável e não tinha histórico de câncer na família, ficou em dúvida se realmente precisava se submeter aos exames porque não gostaria de fazê-los. Marque a assertiva correta com relação a como a equipe deve orientar esse usuário.
Rastreamento Ca de próstata: decisão compartilhada, considerando risco individual e preferência do paciente, evitando sobrediagnóstico/sobretratamento.
As diretrizes atuais para o rastreamento do câncer de próstata enfatizam a decisão compartilhada entre médico e paciente, considerando fatores de risco individuais, benefícios e potenciais danos (sobrediagnóstico, sobretratamento, falsos positivos) dos exames de PSA e toque retal.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, mas seu rastreamento é um tema controverso. As campanhas como o Novembro Azul visam conscientizar sobre a saúde masculina, mas é fundamental que a abordagem do rastreamento seja baseada em evidências e na individualidade do paciente. As diretrizes atuais, tanto nacionais quanto internacionais, enfatizam a importância da decisão compartilhada entre médico e paciente sobre o rastreamento do câncer de próstata, que envolve o exame de PSA e o toque retal. Isso se deve ao fato de que o rastreamento universal pode levar a sobrediagnóstico (identificação de cânceres de crescimento lento que não causariam danos) e sobretratamento, com potenciais efeitos adversos significativos (incontinência urinária, disfunção erétil) que podem superar os benefícios em homens de baixo risco. Portanto, a orientação deve focar em informar o paciente sobre os benefícios potenciais (detecção precoce de câncer agressivo) e os riscos (falsos positivos, biópsias desnecessárias, ansiedade, sobrediagnóstico e sobretratamento). Em homens com baixo risco, como o descrito na questão (estilo de vida saudável, sem histórico familiar), a preferência do paciente em não realizar os exames deve ser respeitada, priorizando a autonomia e evitando intervenções desnecessárias.
As diretrizes atuais recomendam a decisão compartilhada, onde o médico discute os riscos e benefícios do rastreamento (PSA e toque retal) com o paciente, considerando seu perfil de risco e preferências.
Os riscos incluem falsos positivos, que podem levar a biópsias desnecessárias e ansiedade, sobrediagnóstico (identificação de cânceres indolentes que nunca causariam sintomas) e sobretratamento, com complicações como incontinência e disfunção erétil.
O rastreamento pode ser mais indicado para homens com maior risco, como aqueles com histórico familiar de câncer de próstata em idade jovem ou de ascendência afrodescendente, após discussão dos prós e contras.
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