USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher com 43 anos, G2P2, em consulta na Unidade de Saúde da Família, informa estar bem e que veio apenas pegar pedido para realizar um exame de mamografia para rastreamento do câncer de mama. Nega quaisquer antecedentes pessoais e familiares de alterações mamárias benignas ou malignas. Informa ter engravidado aos 27 e aos 30 anos e ter amamentado seus filhos por 15 meses cada um. Nega uso de qualquer medicação no momento ou no passado. O exame clínico das mamas é normal. Como você orientaria esta mulher de acordo com as diretrizes do SUS?
Rastreamento mamográfico SUS: Mulheres 50-69 anos, bienal. < 50 anos sem risco → NÃO indicado.
As diretrizes do SUS para rastreamento de câncer de mama recomendam mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos. Para mulheres mais jovens, como a do caso (43 anos), sem fatores de risco adicionais, o rastreamento mamográfico não é indicado, priorizando o exame clínico das mamas.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento mamográfico são claras e visam otimizar os benefícios e minimizar os riscos e custos associados a exames desnecessários. As recomendações atuais do SUS estabelecem que o rastreamento mamográfico deve ser realizado bienalmente em mulheres assintomáticas na faixa etária de 50 a 69 anos. Fora dessa faixa, a indicação de mamografia de rastreamento é restrita a mulheres com alto risco, como aquelas com histórico familiar significativo ou mutações genéticas comprovadas. A mulher do caso, com 43 anos e sem fatores de risco, não se enquadra nas diretrizes de rastreamento populacional. É importante diferenciar o rastreamento organizado (com convite formal e acompanhamento populacional) do rastreamento oportunístico (quando a mulher busca o serviço e o exame é oferecido). A "breast awareness" (consciência da mama) é uma estratégia que incentiva a mulher a conhecer suas mamas e procurar atendimento médico em caso de alterações, mas não substitui o rastreamento formal. A adesão às diretrizes é crucial para a efetividade e sustentabilidade dos programas de saúde.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento mamográfico bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, sem fatores de risco adicionais.
Rastreamento oportunístico ocorre quando o exame é oferecido a pacientes que buscam a unidade de saúde por outros motivos, sem um convite formal ou organização de um programa de rastreamento populacional.
Para mulheres com menos de 50 anos, o rastreamento mamográfico é geralmente indicado apenas se houver fatores de risco elevados, como histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos ou mutações genéticas conhecidas.
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