UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Idosa de 76 anos comparece à consulta, solicitando informações de quando deve realizar nova mamografia. A última foi há dois anos. Deve-se explicar que nessa faixa etária, em relação ao rastreamento para câncer de mama, a recomendação do Ministério da Saúde é de:
MS: Rastreamento câncer de mama com mamografia → 50-69 anos. Acima de 75 anos → interromper.
As diretrizes do Ministério da Saúde para rastreamento de câncer de mama recomendam mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos. Para mulheres acima de 75 anos, a recomendação é interromper o rastreamento, pois os riscos e desconfortos superam os benefícios em termos de sobrevida e qualidade de vida.
O rastreamento para câncer de mama é uma estratégia de saúde pública que visa a detecção precoce da doença em mulheres assintomáticas, com o objetivo de reduzir a mortalidade. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde recomendam a realização de mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. Essa recomendação é baseada em evidências científicas sobre o balanço entre benefícios (redução da mortalidade) e riscos (falsos positivos, biópsias desnecessárias, sobretratamento e ansiedade) para essa população. Para mulheres fora dessa faixa etária, especialmente as mais jovens (<50 anos) e as mais idosas (>69 anos), as recomendações são diferentes. Em mulheres jovens, o rastreamento populacional não é indicado devido à menor incidência da doença e maior densidade mamária, o que reduz a sensibilidade da mamografia. Para mulheres com alto risco (história familiar, mutações genéticas), o rastreamento pode ser individualizado e iniciar mais cedo, com outras modalidades. No caso de idosas acima de 75 anos, a recomendação do Ministério da Saúde é interromper o rastreamento. Isso se deve ao fato de que, nessa faixa etária, a expectativa de vida é menor e a presença de comorbidades é mais comum. Os potenciais danos do rastreamento (ansiedade, biópsias, tratamentos invasivos para cânceres indolentes) podem superar os benefícios em termos de sobrevida e qualidade de vida. A decisão de continuar ou interromper o rastreamento deve ser individualizada, considerando o estado geral de saúde da paciente e suas preferências.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento mamográfico bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.
Em idosas, os benefícios do rastreamento diminuem devido à menor expectativa de vida e à maior probabilidade de comorbidades. Os riscos de falsos positivos, biópsias desnecessárias e sobretratamento podem superar os benefícios.
A interrupção do rastreamento deve ser considerada com base na idade (geralmente acima de 75 anos, conforme MS), expectativa de vida, comorbidades e preferências individuais da paciente, após discussão com o médico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo