UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Considere o seguinte caso clínico: paciente de 37 anos, assintomática, vem à consulta por achado ultrassonográfico de 2 cistos anecoicos, regulares, de 3 mm e 6 mm de diâmetro em mama direita. Está apavorada, pois é o primeiro exame de imagem das mamas que realizou e tem história familiar de câncer de mama: a mãe foi diagnosticada com câncer de mama aos 28 anos; a irmã aos 30 anos e a prima paterna aos 52 anos. Nega doenças atuais ou pregressas. Exame das mamas sem nódulos ou espessamentos palpáveis, axilas negativas, expressão sem descarga papilar. A investigação complementar recomendada para esta paciente, é:
Mulher com história familiar forte de câncer de mama (mãe <50, irmã <50) → iniciar rastreamento mamográfico mais cedo.
Apesar dos achados ultrassonográficos serem cistos simples (BIRADS 2), a história familiar da paciente (mãe e irmã com câncer de mama em idade jovem) a coloca em alto risco para câncer de mama. Nesses casos, o rastreamento deve ser individualizado e iniciado mais cedo, geralmente com mamografia, e por vezes complementado com ressonância magnética.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura. Embora as diretrizes gerais recomendem a mamografia de rastreamento a partir dos 40 ou 50 anos para a população de risco médio, a presença de uma história familiar robusta de câncer de mama modifica significativamente essa abordagem. No caso apresentado, a paciente, embora jovem (37 anos) e com achados ultrassonográficos benignos (cistos anecoicos, BIRADS 2), possui uma história familiar de câncer de mama extremamente preocupante: mãe diagnosticada aos 28 anos e irmã aos 30 anos. Essa história a classifica como de alto risco para câncer de mama hereditário, possivelmente associado a mutações genéticas como BRCA1/BRCA2. Para mulheres de alto risco, o rastreamento deve ser individualizado e iniciado mais cedo. A recomendação geral é iniciar o rastreamento mamográfico 10 anos antes da idade do parente mais jovem afetado, mas não antes dos 30 anos e não depois dos 40 anos. Além da mamografia anual, a ressonância magnética das mamas é frequentemente indicada devido à sua alta sensibilidade em mamas densas e em pacientes jovens. A ultrassonografia, embora útil para caracterizar cistos, não substitui a mamografia ou a ressonância no rastreamento de alto risco. O aconselhamento genético também é uma etapa importante para essas pacientes.
Em mulheres com alto risco devido à história familiar (mãe ou irmã com câncer de mama antes dos 50 anos), o rastreamento mamográfico deve ser iniciado 10 anos antes da idade do parente mais jovem afetado, mas não antes dos 30 anos, e nunca após os 40 anos.
Além da mamografia anual, a ressonância magnética das mamas é frequentemente recomendada para mulheres de alto risco, devido à sua maior sensibilidade na detecção de lesões em mamas densas e em pacientes jovens.
Uma história familiar forte (múltiplos casos, idade jovem de diagnóstico) indica um risco genético aumentado. Isso exige um rastreamento mais precoce e intensivo, e pode justificar o encaminhamento para aconselhamento genético e testes para mutações como BRCA1/BRCA2.
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