Rastreamento Câncer de Mama em Pacientes com BRCA1

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

De acordo com as diretrizes da FEBRASGO e da Sociedade Brasileira de Mastologia e Colégio Brasileiro de Radiologia, qual é a recomendação para o rastreamento mamário em pacientes portadoras da mutação genética BRCA1?

Alternativas

  1. A) Rastreamento mamográfico anual a partir dos 50 anos, independentemente de outros fatores de risco.
  2. B) Rastreamento com mamografia anual (não antes dos 35 anos) e ressonância magnética (não antes dos 25 anos) a partir do diagnóstico da mutação.
  3. C) Rastreamento mamográfico e ultrassonografia das mamas a partir dos 40 anos, com intervalos de 2 anos.
  4. D) Rastreamento mamográfico semestral, iniciando aos 30 anos, com complemento de ultrassonografia em casos suspeitos.
  5. E) Rastreamento com ressonância magnética das mamas exclusivamente, iniciando aos 35 anos, sem necessidade de mamografia.

Pérola Clínica

Mutação BRCA1 → rastreamento com mamografia anual (≥35 anos) + RM anual (≥25 anos).

Resumo-Chave

Pacientes com mutação BRCA1 possuem um risco significativamente aumentado de desenvolver câncer de mama e ovário. As diretrizes recomendam um rastreamento intensificado e precoce, que inclui tanto a mamografia quanto a ressonância magnética das mamas, devido à maior sensibilidade da RM para detecção de lesões em mamas densas e em pacientes jovens.

Contexto Educacional

O câncer de mama hereditário, frequentemente associado a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, confere um risco significativamente elevado de desenvolvimento da doença ao longo da vida. Para essas pacientes, as diretrizes de rastreamento diferem substancialmente das recomendações para a população geral, visando a detecção precoce em uma faixa etária mais jovem e com maior agressividade tumoral. O conhecimento dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e a saúde pública. As principais sociedades médicas, como a FEBRASGO, a Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia, recomendam um rastreamento intensificado. Para portadoras da mutação BRCA1, isso inclui mamografia anual a partir dos 35 anos (ou 10 anos antes do caso mais jovem na família) e ressonância magnética (RM) anual das mamas a partir dos 25 anos. A RM é particularmente valiosa devido à sua alta sensibilidade em mamas densas e em pacientes jovens, onde a mamografia pode ter limitações. Além do rastreamento, é importante discutir com essas pacientes outras estratégias de redução de risco, como a quimioprevenção e as cirurgias profiláticas (mastectomia e salpingo-ooforectomia). A decisão sobre essas intervenções deve ser individualizada, considerando o perfil de risco da paciente, seus desejos e o aconselhamento genético adequado. O manejo multidisciplinar é essencial para oferecer o melhor cuidado a essas mulheres.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ressonância magnética no rastreamento de pacientes com BRCA1?

A ressonância magnética (RM) é mais sensível que a mamografia na detecção de câncer de mama em mulheres jovens e com mamas densas, características comuns em pacientes com mutação BRCA1. Ela complementa a mamografia, aumentando a taxa de detecção precoce.

A partir de que idade o rastreamento deve ser iniciado em portadoras de BRCA1?

As diretrizes recomendam iniciar o rastreamento com ressonância magnética a partir dos 25 anos e com mamografia anual a partir dos 35 anos, ou 10 anos antes do caso mais jovem de câncer de mama na família, o que ocorrer primeiro.

Quais outras medidas preventivas podem ser consideradas em pacientes com mutação BRCA1?

Além do rastreamento intensificado, outras medidas incluem a quimioprevenção (com tamoxifeno ou raloxifeno) e cirurgias redutoras de risco, como a mastectomia bilateral profilática e a salpingo-ooforectomia bilateral profilática, para reduzir o risco de câncer de mama e ovário, respectivamente.

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