UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
De acordo com as diretrizes da FEBRASGO e da Sociedade Brasileira de Mastologia e Colégio Brasileiro de Radiologia, qual é a recomendação para o rastreamento mamário em pacientes portadoras da mutação genética BRCA1?
Mutação BRCA1 → rastreamento com mamografia anual (≥35 anos) + RM anual (≥25 anos).
Pacientes com mutação BRCA1 possuem um risco significativamente aumentado de desenvolver câncer de mama e ovário. As diretrizes recomendam um rastreamento intensificado e precoce, que inclui tanto a mamografia quanto a ressonância magnética das mamas, devido à maior sensibilidade da RM para detecção de lesões em mamas densas e em pacientes jovens.
O câncer de mama hereditário, frequentemente associado a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, confere um risco significativamente elevado de desenvolvimento da doença ao longo da vida. Para essas pacientes, as diretrizes de rastreamento diferem substancialmente das recomendações para a população geral, visando a detecção precoce em uma faixa etária mais jovem e com maior agressividade tumoral. O conhecimento dessas diretrizes é crucial para a prática clínica e a saúde pública. As principais sociedades médicas, como a FEBRASGO, a Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia, recomendam um rastreamento intensificado. Para portadoras da mutação BRCA1, isso inclui mamografia anual a partir dos 35 anos (ou 10 anos antes do caso mais jovem na família) e ressonância magnética (RM) anual das mamas a partir dos 25 anos. A RM é particularmente valiosa devido à sua alta sensibilidade em mamas densas e em pacientes jovens, onde a mamografia pode ter limitações. Além do rastreamento, é importante discutir com essas pacientes outras estratégias de redução de risco, como a quimioprevenção e as cirurgias profiláticas (mastectomia e salpingo-ooforectomia). A decisão sobre essas intervenções deve ser individualizada, considerando o perfil de risco da paciente, seus desejos e o aconselhamento genético adequado. O manejo multidisciplinar é essencial para oferecer o melhor cuidado a essas mulheres.
A ressonância magnética (RM) é mais sensível que a mamografia na detecção de câncer de mama em mulheres jovens e com mamas densas, características comuns em pacientes com mutação BRCA1. Ela complementa a mamografia, aumentando a taxa de detecção precoce.
As diretrizes recomendam iniciar o rastreamento com ressonância magnética a partir dos 25 anos e com mamografia anual a partir dos 35 anos, ou 10 anos antes do caso mais jovem de câncer de mama na família, o que ocorrer primeiro.
Além do rastreamento intensificado, outras medidas incluem a quimioprevenção (com tamoxifeno ou raloxifeno) e cirurgias redutoras de risco, como a mastectomia bilateral profilática e a salpingo-ooforectomia bilateral profilática, para reduzir o risco de câncer de mama e ovário, respectivamente.
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