SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Mulher de 30 anos de idade, com história familiar de câncer de mama da irmã de 35 anos. Qual melhor conduta preventiva a ser realizada?
História familiar de câncer de mama em parente < 50 anos → rastreamento precoce com RM ou mamografia.
Uma história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (irmã, mãe, filha) em idade jovem (<50 anos) aumenta significativamente o risco da paciente. Nesses casos, o rastreamento deve ser iniciado mais cedo e pode incluir métodos mais sensíveis como a ressonância magnética mamária, além da mamografia.
A história familiar de câncer de mama é um dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento da doença. Quando há um parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticado com câncer de mama, especialmente em idade jovem (antes dos 50 anos), o risco para a paciente aumenta significativamente, podendo indicar uma predisposição genética. Nesses casos de risco elevado, as diretrizes de rastreamento diferem da população geral. A mamografia deve ser iniciada mais cedo, e a ressonância magnética mamária (RM) é frequentemente adicionada ao protocolo de rastreamento. A RM é mais sensível para detectar câncer em mamas densas, comuns em mulheres jovens, e para identificar tumores em pacientes com mutações genéticas como BRCA1/BRCA2. A conduta preventiva deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, a idade do parente ao diagnóstico e a presença de outros fatores de risco. O aconselhamento genético pode ser indicado para avaliar a necessidade de testes genéticos. O objetivo é detectar precocemente qualquer alteração, aumentando as chances de cura e melhorando o prognóstico.
O rastreamento deve ser iniciado mais cedo do que a idade padrão, geralmente 10 anos antes da idade do parente mais jovem diagnosticado, ou a partir dos 30 anos, dependendo das diretrizes e do risco individual.
Para pacientes de alto risco, além da mamografia anual, a ressonância magnética mamária anual é frequentemente recomendada devido à sua maior sensibilidade na detecção de lesões em mamas densas e em pacientes jovens.
Quanto mais jovem o parente de primeiro grau foi diagnosticado com câncer de mama, maior o risco para a paciente, justificando um rastreamento mais intensivo e precoce.
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