FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
O câncer de mama é o tipo de neoplasia maligna que mais acomete as mulheres no Brasil. Foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2024 no território brasileiro. Com base nessa informação, é correto afirmar que, quanto ao rastreamento e à detecção precoce do câncer de mama, recentemente o Ministério da Saúde do Brasil passou a recomendar:
MS/Brasil 2024: Mamografia a partir dos 40 anos em decisão compartilhada com o profissional.
O Ministério da Saúde atualizou a recomendação de rastreamento, permitindo o início da mamografia aos 40 anos para aumentar a detecção precoce em faixas etárias mais jovens.
O câncer de mama representa um grande desafio de saúde pública no Brasil, sendo a principal causa de morte por câncer em mulheres. As políticas de rastreamento visam identificar lesões não palpáveis, aumentando as chances de cura e permitindo tratamentos menos agressivos. A mudança na recomendação do Ministério da Saúde para incluir mulheres a partir dos 40 anos reflete a tendência de sociedades de especialistas (como a Febrasgo e o CBR) e a observação de uma incidência significativa da doença em mulheres mais jovens no cenário brasileiro. A decisão compartilhada é essencial para equilibrar os benefícios da detecção precoce com os riscos de resultados falso-positivos e sobrediagnóstico.
Recentemente, o Ministério da Saúde passou a recomendar que o rastreamento mamográfico possa ser iniciado aos 40 anos de idade, de forma individualizada e em decisão conjunta entre a paciente e o profissional de saúde, ampliando a faixa anterior que focava prioritariamente nos 50-69 anos.
Não. O autoexame das mamas é uma estratégia de autoconhecimento, mas não é considerado um método de rastreamento eficaz isoladamente, pois não reduz a mortalidade. A mamografia é o único exame que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama através da detecção de lesões subclínicas.
Para a população de risco habitual entre 50 e 69 anos, a recomendação padrão é bienal. No entanto, para mulheres que iniciam o rastreamento aos 40 anos, a periodicidade deve ser discutida individualmente, considerando o balanço entre benefícios e riscos de falso-positivos.
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