HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Paciente de 46 anos, antecedente familiar de câncer de mama na família (avó materna aos 52 anos) comparece à UBS para fazer exames de rotina, nega queixas, nega uso de medicações e ACO. Qual exame tem que fazer parte da rotina anual?
Rastreamento câncer de mama: Mulheres > 40 anos (ou 10 anos antes do caso mais jovem na família) → Mamografia anual.
As diretrizes de rastreamento para câncer de mama geralmente recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos. No caso de histórico familiar de câncer de mama em parente de segundo grau (avó materna), a idade de início pode ser antecipada para 10 anos antes da idade do diagnóstico do caso mais jovem na família, dependendo da diretriz.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental para a detecção precoce da doença, visando reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico. A mamografia é o principal método de rastreamento devido à sua capacidade de identificar lesões não palpáveis. As diretrizes variam entre diferentes órgãos e sociedades médicas, mas geralmente recomendam o início do rastreamento entre os 40 e 50 anos, com periodicidade anual ou bienal. Fatores de risco como idade avançada, histórico familiar de câncer de mama (especialmente em parentes de primeiro grau e em idades jovens), obesidade, consumo de álcool e exposição prolongada a estrogênios aumentam a probabilidade de desenvolver a doença. No caso da paciente, a avó materna com câncer de mama aos 52 anos é um antecedente familiar relevante, que pode justificar uma abordagem mais individualizada, embora a idade de 46 anos já se enquadre na faixa de rastreamento para muitas diretrizes. A mamografia é o exame de rotina anual recomendado para rastreamento. A ultrassonografia mamária é um exame complementar, útil para mamas densas, para diferenciar lesões císticas de sólidas ou para guiar biópsias, mas não substitui a mamografia no rastreamento. A citologia de secreção mamilar é indicada apenas em casos de descarga papilar patológica, e a pesquisa de marcadores tumorais (como CA 125, alfafetoproteína) não tem papel no rastreamento do câncer de mama em mulheres assintomáticas.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda mamografia a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. No entanto, sociedades médicas como a Febrasgo e o Colégio Brasileiro de Radiologia recomendam anualmente a partir dos 40 anos.
Em caso de parente de primeiro grau com câncer de mama, o rastreamento pode ser antecipado para 10 anos antes da idade do diagnóstico do familiar mais jovem, ou a partir dos 35 anos, o que ocorrer primeiro. Para parentes de segundo grau, a avaliação é individualizada.
A mamografia é o único método de imagem que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama em estudos de rastreamento populacional, sendo capaz de detectar lesões subclínicas.
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