Mamografia: Diretrizes INCA para Rastreamento de Câncer de Mama

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Paciente com 42 anos de idade comparece ao consultório de ginecologia sem queixas. Nega antecedentes familiares de câncer de mama. Faz a seguinte indagação: “na minha idade com que frequência devo realizar a mamografia?”. Com base nas recomendações das Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar (INCA) a resposta correta para essa pergunta é:

Alternativas

  1. A) realizar mamografia a cada 2 anos após os 40 anos de idade.
  2. B) realizar mamografia a cada 2 anos somente após os 50 anos de idade.
  3. C) realizar mamografia a cada 1 ano após os 40 anos de idade.
  4. D) realizar mamografia a cada 1 ano somente após os 50 anos de idade.
  5. E) realizar mamografia a cada 3 anos após os 40 anos de idade.

Pérola Clínica

INCA: Rastreamento mamográfico bienal para mulheres 50-69 anos, sem sintomas ou risco aumentado.

Resumo-Chave

As diretrizes do INCA para o rastreamento populacional do câncer de mama recomendam a mamografia bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. Para mulheres mais jovens ou fora dessa faixa, o rastreamento é oportunístico e baseado em avaliação individual de risco.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. No Brasil, as diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama são estabelecidas pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar (INCA), que orienta a prática clínica e as políticas de saúde. As recomendações do INCA diferem das de algumas sociedades médicas internacionais. Para o rastreamento populacional de mulheres assintomáticas e sem risco aumentado, o INCA preconiza a realização de mamografia a cada dois anos, iniciando aos 50 anos e estendendo-se até os 69 anos de idade. Essa faixa etária e frequência são baseadas em estudos de custo-efetividade e na análise do balanço entre benefícios (detecção precoce) e riscos (falsos positivos, biópsias desnecessárias, exposição à radiação). É crucial que os profissionais de saúde, especialmente residentes, estejam cientes dessas diretrizes para orientar corretamente suas pacientes. Para mulheres fora dessa faixa etária ou com fatores de risco, a conduta deve ser individualizada, considerando a história clínica e familiar, e pode envolver outras modalidades de imagem ou um início mais precoce do rastreamento, sempre com base em evidências e avaliação médica criteriosa.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação do INCA para o rastreamento mamográfico em mulheres sem risco aumentado?

O INCA recomenda a realização de mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, que não apresentem sintomas e não possuam risco aumentado para câncer de mama.

Por que o INCA não recomenda mamografia de rotina antes dos 50 anos?

O INCA baseia suas recomendações em evidências de custo-efetividade e balanço entre benefícios e riscos. Em mulheres mais jovens, a densidade mamária é maior, o que dificulta a interpretação da mamografia, e a incidência de câncer é menor, aumentando o risco de falsos positivos e biópsias desnecessárias.

Como é feito o rastreamento para mulheres com risco aumentado de câncer de mama?

Para mulheres com risco aumentado (história familiar forte, mutações genéticas), o rastreamento é individualizado e pode incluir mamografia anual, ressonância magnética e início em idade mais precoce, conforme avaliação médica e diretrizes específicas.

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