Câncer de Mama: Rastreamento em Pacientes com História Familiar

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 36 anos foi a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) queixando-se de mastalgia bilateral. De acordo com seus antecedentes familiares, sua mãe apresentou câncer de mama aos 48 anos. No exame clínico das mamas não foram notadas alterações. Diante desse quadro clínico, o médico da UBS, a fim de programar o rastreamento do câncer de mama deve solicitar:

Alternativas

  1. A) Mamografia anual
  2. B) Ultrassonografia anual
  3. C) Mamografia a cada 2 anos
  4. D) Ultrassonografia e mamografia quando ela completar 40 anos.

Pérola Clínica

História familiar de câncer de mama precoce (<50 anos) → iniciar rastreamento mamográfico 10 anos antes da idade do caso mais jovem na família.

Resumo-Chave

Em pacientes com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com idade inferior a 50 anos, o rastreamento mamográfico deve ser iniciado 10 anos antes da idade de diagnóstico do caso mais jovem na família, ou a partir dos 35 anos, o que ocorrer primeiro, devido ao risco aumentado.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de mama é fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura. Para a população geral, as diretrizes variam, mas geralmente recomendam mamografia a partir dos 40 ou 50 anos. No entanto, a história familiar de câncer de mama é um fator de risco importante que modifica essas recomendações. Quando há história de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticado antes dos 50 anos, a paciente é considerada de risco aumentado. Nesses casos, o rastreamento deve ser individualizado e geralmente iniciado mais cedo. A recomendação é iniciar a mamografia anual 10 anos antes da idade do diagnóstico do caso mais jovem na família, ou a partir dos 35 anos, o que ocorrer primeiro. Além da mamografia, outras modalidades como a ressonância magnética de mamas podem ser indicadas para pacientes de muito alto risco, como aquelas com mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2). A mastalgia bilateral, embora cause preocupação, raramente está associada ao câncer de mama e não altera as diretrizes de rastreamento baseadas no risco genético e histórico familiar.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar o rastreamento mamográfico em mulheres com história familiar de câncer de mama?

O rastreamento deve ser iniciado 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente de primeiro grau mais jovem afetado, ou a partir dos 35 anos, o que ocorrer primeiro, se o caso familiar foi antes dos 50 anos.

Qual a frequência da mamografia em pacientes de risco aumentado?

Para pacientes com risco aumentado devido à história familiar, a mamografia deve ser realizada anualmente, complementada por outros exames como a ressonância magnética em casos selecionados.

A mastalgia bilateral influencia o rastreamento do câncer de mama?

A mastalgia bilateral é um sintoma comum e geralmente benigno, não sendo um fator decisivo para alterar a estratégia de rastreamento, que é definida principalmente pelo risco individual e história familiar.

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