AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Sobre as formas de rastreamento do câncer de mama, é correto afirmar que:
Mamografia 40-49 anos = decisão compartilhada, considerando riscos/benefícios individuais.
As diretrizes de rastreamento do câncer de mama variam, mas a tendência é individualizar a recomendação para mulheres entre 40 e 49 anos. A decisão compartilhada permite que a paciente, informada sobre os potenciais benefícios e riscos (como falsos positivos), participe ativamente da escolha.
O rastreamento do câncer de mama visa detectar a doença em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. A mamografia é o principal método de rastreamento, com recomendações que variam entre as diretrizes internacionais e nacionais, especialmente para a faixa etária de 40 a 49 anos, onde a decisão compartilhada é enfatizada. É crucial que profissionais de saúde estejam atualizados sobre as evidências e diretrizes para orientar adequadamente as pacientes. Métodos como o autoexame mensal da mama não são mais recomendados para rastreamento, e a ressonância magnética é reservada para grupos de alto risco.
O autoexame mensal da mama não é mais recomendado como método de rastreamento por não ter demonstrado impacto na redução da mortalidade por câncer de mama. No entanto, o conhecimento da própria mama e a observação de quaisquer alterações são incentivados, e a palpação clínica da mama por um profissional de saúde continua sendo parte do exame físico de rotina.
Nessa faixa etária, os benefícios da mamografia são menores e os riscos (como falsos positivos, biópsias desnecessárias e sobrediagnóstico) são maiores em comparação com mulheres mais velhas. A decisão compartilhada permite que a mulher, após ser informada sobre esses aspectos, participe ativamente da escolha de iniciar ou não o rastreamento, considerando seus valores e preferências.
A ressonância magnética da mama é recomendada anualmente para mulheres com alto risco de câncer de mama, como aquelas com mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), história familiar forte, irradiação torácica em idade jovem ou síndromes genéticas específicas. Geralmente, o rastreamento com RM inicia-se mais cedo, por volta dos 25-30 anos, dependendo do fator de risco.
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