HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Com relação ao rastreio e ao diagnóstico de câncer de mama, é correto afirmar que:
USG mamária tem maior taxa de falso-positivos que mamografia, especialmente no rastreio, devido à menor especificidade.
A ultrassonografia mamária é uma ferramenta complementar à mamografia, útil para caracterizar lesões ou em mamas densas, mas sua alta sensibilidade e menor especificidade resultam em mais achados benignos que requerem investigação adicional, elevando a taxa de falso-positivos em comparação com a mamografia.
O rastreamento do câncer de mama é fundamental para a detecção precoce e melhora do prognóstico. A mamografia é o principal método de rastreamento para a população geral, enquanto a ultrassonografia e a ressonância magnética são métodos complementares, especialmente em grupos de risco ou mamas densas. A compreensão das limitações e indicações de cada método é crucial para uma prática clínica eficaz e para evitar investigações desnecessárias. A classificação BI-RADS é uma ferramenta essencial para padronizar a comunicação dos achados de imagem e guiar a conduta. É importante que o residente saiba interpretar cada categoria, desde o BI-RADS 0 (necessidade de avaliação adicional) até o BI-RADS 6 (malignidade comprovada por biópsia, aguardando tratamento). A taxa de falso-positivos da ultrassonografia é um ponto crítico, pois, embora aumente a detecção, também eleva a taxa de biópsias benignas, gerando ansiedade e custos. Para a prova de residência, é vital conhecer as indicações de cada método de imagem, as categorias BI-RADS e as taxas de acurácia. Na prática clínica, a decisão sobre qual exame solicitar e como interpretar seus resultados deve ser individualizada, considerando os fatores de risco da paciente, a densidade mamária e a história familiar, sempre buscando o equilíbrio entre detecção precoce e minimização de intervenções desnecessárias.
A classificação BI-RADS do American College of Radiology possui 7 categorias (0 a 6), que padronizam a descrição de achados mamográficos, ultrassonográficos e de ressonância magnética, indicando o risco de malignidade e a conduta recomendada.
A ultrassonografia possui alta sensibilidade, mas menor especificidade que a mamografia, especialmente em rastreamento. Isso significa que ela detecta muitas lesões, mas uma proporção maior dessas lesões é benigna, levando a mais resultados falso-positivos e, consequentemente, a mais biópsias desnecessárias.
A ultrassonografia de mama não é recomendada para rastreamento de rotina em pacientes jovens sem fatores de risco. Ela é indicada como método complementar à mamografia em mulheres com mamas densas, alto risco de câncer de mama, ou para caracterizar achados indeterminados em outros exames.
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