SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
Em relação à investigação do câncer de mama, julgue o item abaixo. Nas lesões palpáveis em mama, recomenda-se solicitar USG para mulheres abaixo de trinta e cinco anos de idade e mamografia para mulheres com idade acima de trinta e cinco anos. Em determinadas situações clínicas, para complementar a mamografia, pode ser solicitada a USG; no entanto, isso não deve ser feito se o resultado da mamografia for, por exemplo, BIRADS 5.
Lesão palpável: USG <35 anos, Mamografia >35 anos. USG complementa mamografia, mesmo em BIRADS 5, para melhor caracterização.
A idade da paciente é crucial na escolha do método de imagem inicial para lesões mamárias palpáveis. A ultrassonografia é preferencial em mulheres jovens devido à densidade mamária e menor exposição à radiação, enquanto a mamografia é padrão para >35 anos. A USG pode complementar a mamografia, inclusive em BIRADS 5, para guiar biópsia ou caracterizar melhor a lesão.
A investigação de lesões mamárias palpáveis é um componente crítico na detecção precoce do câncer de mama, uma das neoplasias mais prevalentes em mulheres. A escolha do método de imagem inicial é guiada principalmente pela idade da paciente e pela densidade mamária. Para mulheres abaixo de 35 anos, a ultrassonografia mamária é o método preferencial devido à maior densidade do tecido mamário jovem, que limita a sensibilidade da mamografia, e para evitar a exposição desnecessária à radiação ionizante. Para mulheres com idade acima de 35 anos, a mamografia é o exame de imagem de primeira linha para a investigação de lesões palpáveis, devido à sua capacidade de detectar microcalcificações e distorções arquiteturais, que são sinais precoces de malignidade. Em muitas situações clínicas, a ultrassonografia é utilizada como método complementar à mamografia, independentemente da idade, para uma melhor caracterização de achados, diferenciação entre lesões císticas e sólidas, e para guiar biópsias. É um erro comum pensar que a ultrassonografia não seria útil após um resultado de mamografia BIRADS 5 (altamente sugestivo de malignidade). Pelo contrário, mesmo em casos de alta suspeita, a USG é frequentemente indispensável para detalhar a lesão, avaliar sua extensão, pesquisar linfonodos axilares e, crucialmente, para guiar a biópsia percutânea, que é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico. Portanto, a combinação de métodos é uma prática comum e eficaz na propedêutica mamária.
Mulheres jovens geralmente possuem mamas mais densas, o que dificulta a interpretação da mamografia. A USG é mais eficaz na detecção de lesões em mamas densas e evita a exposição à radiação ionizante em pacientes mais jovens.
BIRADS 5 indica uma lesão com alta probabilidade de malignidade (≥ 95%), requerendo biópsia para confirmação histopatológica.
A USG pode complementar a mamografia para melhor caracterizar a lesão (sólida vs. cística), avaliar a extensão local, pesquisar linfonodos axilares ou, principalmente, para guiar procedimentos invasivos como biópsias percutâneas.
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