UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde/INCA para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil, pode-se afirmar que
Nódulos mamários em mulheres > 50 anos → referenciar para serviço de diagnóstico.
As diretrizes do Ministério da Saúde/INCA para rastreamento do câncer de mama recomendam mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos. Nódulos palpáveis, especialmente em faixas etárias de maior risco, exigem investigação diagnóstica imediata.
A detecção precoce do câncer de mama é crucial para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) orientam o rastreamento populacional, que difere das recomendações de algumas sociedades médicas. De acordo com o INCA, a mamografia de rastreamento é recomendada para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal. O objetivo é identificar lesões suspeitas em mulheres assintomáticas. A mamografia é o único método de rastreamento com evidência comprovada de redução de mortalidade. Alterações mamárias palpáveis, como nódulos, em qualquer idade, mas especialmente em mulheres acima de 50 anos, devem ser prontamente investigadas. Nesses casos, a referência para um serviço de diagnóstico especializado é fundamental para uma avaliação completa, que pode incluir mamografia diagnóstica, ultrassonografia e biópsia, se necessário. A ultrassonografia é um método complementar, não de rastreamento primário.
O INCA recomenda a realização de mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, visando a detecção precoce do câncer de mama em fase assintomática.
Nódulos mamários palpáveis em mulheres acima de 50 anos devem ser imediatamente referenciados para um serviço de diagnóstico especializado para investigação, independentemente do rastreamento mamográfico.
Não, a ultrassonografia mamária não é considerada um método de rastreamento para a população geral. Ela é utilizada como método complementar à mamografia, principalmente para diferenciar cistos de nódulos sólidos e para avaliação de nódulos palpáveis ou em mamas densas.
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