UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Mulher de 66 anos procura a Estratégia de Saúde da Família para consulta de rotina. Relata menarca aos 12 anos e menopausa aos 50. Teve três filhos, com a primeira gestação aos 27 anos e amamentou cada um dos filhos por 6 a 12 meses. É viúva e não mantém relações sexuais desde o falecimento do marido, há 8 anos. Nega tabagismo e etilismo. Apresenta histórico familiar de mãe com diagnóstico de câncer de mama aos 63 anos. Refere alimentação pobre em frutas, verduras e legumes. Pratica atividade física regularmente (caminhada 3 vezes por semana). Nega doenças sistêmicas. Dentre as alternativas abaixo, qual o rastreamento oncológico preventivo prioritário a ser indicado para esta paciente?
Histórico familiar de câncer de mama em parente de 1º grau → Rastreamento prioritário para câncer de mama.
O histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe, irmã, filha) é um fator de risco significativo que eleva a prioridade do rastreamento para câncer de mama, mesmo em pacientes sem outros fatores de risco ou sintomas evidentes.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, excluindo os de pele não melanoma, e uma das principais causas de mortalidade por câncer. O rastreamento oncológico visa a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. É fundamental que residentes e estudantes compreendam os critérios para priorização do rastreamento, especialmente em contextos de atenção primária. A paciente apresenta um fator de risco significativo: histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau (mãe diagnosticada aos 63 anos). Embora a idade da mãe no diagnóstico não seja considerada jovem para síndromes genéticas de alto risco, a presença do câncer em um parente de primeiro grau já eleva o risco da paciente. Outros fatores como menarca e menopausa estão dentro da normalidade, e a paciente nega tabagismo e etilismo. A alimentação pobre em frutas e vegetais é um fator de risco modificável para câncer em geral, mas o histórico familiar é mais específico para mama. As diretrizes de rastreamento para câncer de mama recomendam a mamografia para mulheres a partir de determinada idade, mas a presença de histórico familiar pode indicar a necessidade de iniciar o rastreamento mais cedo ou com maior frequência, além de considerar a avaliação de risco genético. Priorizar o rastreamento para câncer de mama nesta paciente é crucial devido ao seu perfil de risco, visando a detecção precoce e melhor prognóstico.
Fatores de risco incluem idade avançada, histórico familiar de câncer de mama, menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, consumo de álcool, terapia de reposição hormonal e mutações genéticas como BRCA1/2.
Para mulheres com risco médio, o rastreamento com mamografia geralmente começa aos 40-50 anos, dependendo das diretrizes locais. Em casos de alto risco, como histórico familiar, pode ser iniciado mais cedo e com exames complementares, conforme avaliação médica.
O histórico familiar, especialmente em parentes de primeiro grau, aumenta significativamente o risco de câncer de mama. Isso pode justificar o início precoce e/ou a intensificação do rastreamento, além de considerar a avaliação de risco genético para aconselhamento.
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