SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Paciente, 35 anos, realizou biopsia mamária de nódulo compatível com hiperplasia ductal atípica. Não sabe referir história familiar pois foi adotada na infância. Procura ginecologista para realizar exames para prevenção do câncer de mama. Assinale a assertiva correta quanto à classificação de risco da paciente e adequada estratégia de rastreamento com as recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Hiperplasia ductal atípica (HDA) = Risco intermediário/alto para câncer de mama → Mamografia anual + USG e RM complementares.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma lesão precursora que eleva o risco de câncer de mama. Pacientes com HDA, mesmo sem história familiar conhecida, são classificadas em um grupo de risco intermediário a alto, necessitando de um rastreamento mais intensivo que a população geral, incluindo mamografia anual e exames complementares como ultrassonografia e ressonância magnética.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma condição histopatológica que confere um risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama invasivo. Embora não seja um câncer em si, sua presença em uma biópsia mamária exige uma reavaliação da estratégia de rastreamento da paciente. A ausência de história familiar conhecida, como no caso de pacientes adotadas, não exclui a necessidade de um rastreamento intensificado, pois a HDA por si só já é um fator de risco significativo. As diretrizes do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) classificam pacientes com HDA em um grupo de risco intermediário a alto. Para essas mulheres, o rastreamento não se limita à mamografia anual, mas é complementado por outros métodos de imagem. A ultrassonografia mamária é frequentemente utilizada como método complementar, especialmente em mamas densas, para identificar lesões não visíveis na mamografia. A ressonância magnética (RM) mamária é um exame de alta sensibilidade e é fortemente recomendada como método complementar anual para pacientes de alto risco, incluindo aquelas com HDA. A RM permite a detecção de lesões que podem passar despercebidas em outros exames, contribuindo para um diagnóstico mais precoce e um melhor prognóstico. Portanto, a combinação de mamografia anual, ultrassonografia e ressonância magnética complementares representa a estratégia mais adequada para o rastreamento dessas pacientes, visando a detecção precoce de um possível câncer de mama.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma proliferação celular nos ductos mamários com algumas características atípicas, mas que não preenchem critérios para carcinoma in situ. Ela é considerada uma lesão precursora e um marcador de risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama invasivo, justificando um rastreamento mais rigoroso.
As diretrizes da Febrasgo e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) recomendam para pacientes com HDA um rastreamento intensificado, que inclui mamografia anual e exames complementares como ultrassonografia mamária e ressonância magnética (RM) mamária, esta última devido à sua alta sensibilidade na detecção de lesões em mamas densas e em pacientes de risco.
A ressonância magnética mamária é indicada por sua alta sensibilidade na detecção de lesões em mamas densas, comuns em mulheres mais jovens, e por ser capaz de identificar carcinomas que podem não ser visíveis na mamografia ou ultrassonografia. Em pacientes de risco aumentado, como as com HDA, a RM aumenta a taxa de detecção precoce de câncer.
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