HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 38 anos de idade, com histórico familiar de câncer de mama (mãe diagnosticada aos 42 anos) e câncer de ovário (tia materna diagnosticada aos 55 anos), comparece ao ambulatório de ginecologia solicitando orientação sobre rastreamento para câncer de mama. Ela não apresenta sintomas no momento, mas está preocupada devido ao histórico familiar. A paciente não possui outras comorbidades e não realizou exames de imagem recentes. Qual é a estratégia de rastreamento que deve ser recomendada para esta paciente de acordo com as diretrizes nacionais do Ministério da Saúde?
Alto risco para câncer de mama (história familiar forte) → Rastreamento anual com mamografia + RM a partir dos 30 anos.
Pacientes de alto risco, como as com forte histórico familiar sugestivo de síndromes hereditárias (ex: BRCA), iniciam o rastreamento mais cedo e com exames complementares (RM) devido à maior sensibilidade para detectar lesões em mamas densas e de crescimento rápido.
O rastreamento do câncer de mama em pacientes de alto risco difere substancialmente daquele recomendado para a população geral. O alto risco é definido por critérios como história familiar robusta (parentes de primeiro grau com diagnóstico em idade precoce, câncer de mama masculino, câncer de ovário), história pessoal de lesões mamárias proliferativas com atipias, ou mutações genéticas conhecidas (BRCA1, BRCA2, etc.). A importância clínica reside na detecção precoce de tumores que, nesses grupos, tendem a ser mais agressivos e a se manifestar em idade mais jovem. A estratégia de rastreamento para essas pacientes é intensificada. As diretrizes recomendam o início mais precoce, geralmente a partir dos 30 anos ou 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente mais jovem. Além da mamografia anual, a ressonância magnética (RM) das mamas é indicada como exame complementar. A RM aumenta a sensibilidade do rastreamento, especialmente em mamas densas, que são comuns em mulheres jovens e podem mascarar lesões na mamografia. O manejo dessas pacientes deve incluir o aconselhamento genético para avaliar a possibilidade de uma síndrome hereditária. A conduta correta, portanto, não é apenas iniciar o rastreamento mais cedo, mas também utilizar a combinação de métodos de imagem (mamografia e RM) para maximizar a chance de diagnóstico precoce, impactando diretamente no prognóstico.
Critérios incluem história familiar de câncer de mama em parente de 1º grau antes dos 50 anos, câncer de mama bilateral ou em homem, câncer de ovário em qualquer idade, ou diagnóstico de mutação genética patogênica (ex: BRCA1/2).
A RM tem maior sensibilidade que a mamografia isolada para detectar tumores em mamas densas, comuns em mulheres jovens, e em portadoras de mutações genéticas, aumentando significativamente a taxa de detecção precoce.
O rastreamento populacional (risco habitual) preconiza mamografia bienal dos 50 aos 69 anos. O de alto risco inicia mais cedo (geralmente 10 anos antes do caso mais jovem na família), é anual e associa a ressonância magnética à mamografia.
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