CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
E.B.A.M., de 50 anos, casada, professora universitária, irmã tratou câncer de mama aos 38 anos, realiza mamografia que evidencia mamas com liposubstituição, parênquima residual heterogeneamente denso, com microcalcificações pleomórficas agrupadas, que ocupam cerca de 0,5 cm no quadrante súpero lateral de mama esquerda, laudo compatível com BI-RADS 4B. Em relação ao caso clínico descrito, marque abaixo a afirmativa correta.
Paciente com alto risco para câncer de mama + mama densa → RM é o método mais sensível para rastreamento.
Pacientes com alto risco para câncer de mama (história familiar, mutações genéticas) e mamas densas se beneficiam da ressonância magnética como método complementar à mamografia para rastreamento, devido à sua maior sensibilidade na detecção de lesões em parênquimas densos.
O rastreamento do câncer de mama é fundamental para a detecção precoce e melhora do prognóstico. Para a população geral, a mamografia é o método padrão. No entanto, pacientes com fatores de risco elevados, como história familiar de câncer de mama em idade jovem (especialmente em parentes de primeiro grau) ou mamas com parênquima heterogeneamente denso, exigem uma abordagem de rastreamento diferenciada. A densidade mamária, por si só, é um fator de risco independente e pode reduzir a sensibilidade da mamografia. A ressonância magnética (RM) mamária é o método de imagem mais sensível para a detecção de câncer de mama, especialmente em pacientes de alto risco e/ou com mamas densas. Sua capacidade de identificar lesões baseadas na vascularização, e não apenas na densidade, a torna superior à mamografia nesses cenários. As diretrizes atuais recomendam a RM anual como complemento à mamografia para mulheres com risco vitalício de câncer de mama superior a 20-25% ou com mutações genéticas conhecidas. A classificação BI-RADS padroniza os achados mamográficos e orienta a conduta. Um BI-RADS 4B, como no caso descrito, indica uma suspeita intermediária de malignidade, com risco de câncer entre 10% e 50%. Nesses casos, a biópsia (preferencialmente mamotomia para microcalcificações) é essencial para o diagnóstico definitivo. É crucial que o residente compreenda as nuances do rastreamento personalizado para otimizar a detecção precoce e o manejo do câncer de mama.
Pacientes com alto risco incluem aquelas com história familiar de câncer de mama precoce (mãe, irmã, filha), mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2), irradiação torácica prévia ou síndromes genéticas específicas.
A RM possui maior sensibilidade na detecção de lesões em mamas densas, onde o tecido glandular pode mascarar tumores na mamografia. Ela detecta lesões baseadas na vascularização, não na densidade.
Microcalcificações BI-RADS 4B indicam suspeita intermediária de malignidade (10-50%). A conduta geralmente envolve biópsia percutânea (mamotomia ou core biopsy) para análise histopatológica e definição diagnóstica.
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