UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 58a, comparece à Unidade Básica de Saúde para resultado de mamografia.Exame físico: mamas simétricas, sem nódulos ou retrações, axilas e fossas subclaviculares livres. EM RELAÇÃO AO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA, A ORIENTAÇÃO PARA ESTA PACIENTE É:
Rastreamento mamográfico no Brasil: 50-69 anos, bienal (MS); 40 anos anual (SBM).
Para uma mulher de 58 anos, o rastreamento mamográfico é indicado. As diretrizes brasileiras divergem: o Ministério da Saúde recomenda mamografia bienal dos 50 aos 69 anos, enquanto a Sociedade Brasileira de Mastologia preconiza anualmente a partir dos 40 anos. A decisão deve considerar o risco individual e a preferência da paciente.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo o câncer de pele não melanoma. O rastreamento mamográfico é a principal estratégia para o diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. A compreensão das diretrizes é vital para a prática clínica. No Brasil, existem diretrizes distintas para o rastreamento do câncer de mama. O Ministério da Saúde (MS) preconiza a mamografia bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. Por outro lado, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e outras sociedades médicas recomendam o início do rastreamento anual a partir dos 40 anos. Essa diferença gera debates e a necessidade de individualização da conduta. Para a paciente de 58 anos, a mamografia de rastreamento é claramente indicada. A orientação deve considerar as diretrizes vigentes, o perfil de risco individual da paciente e uma discussão compartilhada sobre os benefícios e potenciais malefícios do rastreamento, como falsos positivos e biópsias desnecessárias. O exame físico das mamas, como descrito no enunciado, é complementar, mas não substitui a mamografia no rastreamento.
O MS recomenda mamografia de rastreamento bienal para mulheres de 50 a 69 anos.
A SBM recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres sem fatores de risco adicionais.
Fatores como histórico familiar de câncer de mama, densidade mamária, presença de mutações genéticas e a preferência da paciente devem ser considerados na decisão.
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