HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2019
Mulher, 62 anos de idade, comparece a consulta de check-up, pois não passa por atendimento médico há mais de 4 anos. Está particulamente interessada em fazer exames de rastreamento para neoplasias, porque a sua irmã, tabagista, faleceu há 02 meses devido a câncer de pulmão. É casada há 40 anos e tem 2 filhos. Nega comorbidades ou uso crônico de medicações. Ex-tabagista, 15 maços-ano, cessou há 20 anos. Toma cervejas aos finais de semana. Realiza caminhadas de 30 minutos diariamente. Nega quaisquer outras queixas. Nega outros antecedentes familiares relevantes. Com relação ao rastreamento de neoplasias, os exames indicados para esta paciente, de acordo com as melhores evidências cientificas, são:
Mulher >50 anos: mamografia, colpocitologia (se não histerectomizada), sangue oculto fezes. Rastreamento pulmão para ex-tabagista exige critérios específicos.
Para uma mulher de 62 anos, os rastreamentos recomendados incluem mamografia (câncer de mama), colpocitologia oncótica (câncer de colo de útero, se não histerectomizada) e pesquisa de sangue oculto nas fezes (câncer colorretal). O rastreamento de câncer de pulmão com tomografia de baixas doses é indicado para ex-tabagistas com carga tabágica ≥ 30 maços-ano e que pararam de fumar há menos de 15 anos, critérios que a paciente não preenche (15 maços-ano, cessou há 20 anos). CEA não é exame de rastreamento.
O rastreamento de neoplasias em mulheres idosas é uma prática fundamental na atenção primária e secundária, visando a detecção precoce de cânceres com impacto significativo na morbimortalidade. As diretrizes atuais recomendam a mamografia para o rastreamento do câncer de mama em mulheres a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo da diretriz, e geralmente até os 74 anos, com periodicidade bienal. A colpocitologia oncótica (Papanicolau) é indicada para o rastreamento do câncer de colo de útero em mulheres com vida sexual ativa, geralmente até os 64 anos, com periodicidade trienal, desde que não haja histórico de lesões de alto grau e o útero esteja presente. O rastreamento do câncer colorretal é recomendado para indivíduos a partir dos 50 anos, podendo ser feito por pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente ou colonoscopia a cada 10 anos. Para o câncer de pulmão, o rastreamento com tomografia computadorizada de baixas doses é restrito a um grupo de alto risco: indivíduos de 50 a 80 anos, com carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano, que fumam atualmente ou pararam de fumar há menos de 15 anos. A paciente da questão, com 15 maços-ano e cessação há 20 anos, não se enquadra nos critérios para rastreamento de câncer de pulmão. Marcadores tumorais como o CEA não são recomendados para rastreamento populacional devido à sua baixa especificidade e sensibilidade. É crucial que residentes compreendam as diretrizes de rastreamento baseadas em evidências para evitar exames desnecessários, que podem gerar ansiedade, custos e riscos de falsos positivos, e para focar nos exames que realmente trazem benefício na detecção precoce e redução da mortalidade.
O rastreamento é indicado para indivíduos de 50 a 80 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços-ano, e que fumam atualmente ou pararam de fumar nos últimos 15 anos.
O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é um marcador tumoral com baixa sensibilidade e especificidade para rastreamento populacional, sendo mais útil no acompanhamento de pacientes já diagnosticados com câncer.
Geralmente incluem mamografia (câncer de mama), colpocitologia oncótica (câncer de colo de útero, se útero presente) e pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia (câncer colorretal).
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