UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 45a, submetida a mastectomia radical à esquerda há cinco anos por carcinoma ductal invasivo, estádio lia, encontra-se assintomática e sem uso de medicação. A avaliação clínica e mamográfica realizadas hoje não apresentam evidência de doença. EM QUANTO TEMPO DEVERÁ SER REALIZADA A PRÓXIMA MAMOGRAFIA?
Mulher com histórico de câncer de mama unilateral → mamografia anual da mama contralateral para rastreamento.
Pacientes com histórico de câncer de mama, mesmo após mastectomia unilateral, devem continuar o rastreamento mamográfico anual da mama contralateral devido ao risco aumentado de um novo câncer primário na mama remanescente.
O seguimento de pacientes com histórico de câncer de mama é uma parte crucial do manejo oncológico, visando a detecção precoce de recorrências locais, regionais ou à distância, bem como o desenvolvimento de um novo câncer primário na mama contralateral. A mamografia desempenha um papel central nesse rastreamento, mesmo após a mastectomia unilateral. A paciente em questão, com 45 anos e histórico de carcinoma ductal invasivo, está em um grupo de risco aumentado para o desenvolvimento de um novo câncer na mama remanescente. As diretrizes atuais recomendam a realização de mamografia anual da mama contralateral. Essa vigilância contínua é fundamental para identificar precocemente qualquer alteração e otimizar o prognóstico. Além da mamografia, o seguimento inclui exame físico regular e, dependendo do estadiamento inicial e dos fatores de risco, outros exames de imagem ou laboratoriais podem ser considerados. A educação do paciente sobre a importância do autoexame e o reconhecimento de novos sintomas também é vital. O manejo multidisciplinar e a adesão às diretrizes de seguimento são pilares para a boa prática oncológica.
A mamografia da mama contralateral é geralmente recomendada anualmente para pacientes com histórico de câncer de mama, independentemente do tipo de tratamento inicial, para detecção precoce de novos tumores.
Pacientes com histórico de câncer de mama têm um risco aumentado de desenvolver um novo câncer primário na mama contralateral, o que justifica a vigilância contínua para um diagnóstico precoce e melhor prognóstico.
Além da mamografia anual, o seguimento inclui exame físico regular e, dependendo do estadiamento inicial e dos fatores de risco, outros exames de imagem (como ressonância magnética) ou laboratoriais podem ser considerados em casos específicos.
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