Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Mulher de 58 anos, com antecedente familiar de câncer de mama em mãe e irmã, solicita rastreamento. Qual é a conduta recomendada?
Rastreamento Febrasgo/SBM = Mamografia anual dos 40 aos 75 anos (população geral).
As sociedades brasileiras recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos para detecção precoce, reduzindo a mortalidade. Pacientes de alto risco podem iniciar antes.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. O rastreamento eficaz visa identificar lesões em estágios iniciais, permitindo tratamentos menos invasivos e aumentando as taxas de cura. A mamografia permanece como o padrão-ouro devido à sua capacidade de identificar microcalcificações e nódulos não palpáveis. Em mulheres com mamas densas, a ultrassonografia pode ser utilizada como método complementar, mas não substitutivo. A avaliação do risco individual é fundamental para definir se a paciente necessita de protocolos de vigilância mais intensivos, incluindo o uso de RM de mamas.
A Febrasgo e a Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam a mamografia anual para mulheres de risco habitual entre 40 e 75 anos. Já o Ministério da Saúde (INCA) recomenda o rastreamento bienal para mulheres entre 50 e 69 anos. A recomendação das sociedades especialistas visa aumentar a sensibilidade da detecção precoce em faixas etárias onde o câncer de mama tem incidência crescente e comportamento mais agressivo.
Para pacientes com risco elevado (ex: mutações BRCA, história familiar forte), o rastreamento deve ser individualizado. Geralmente, inicia-se 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente de primeiro grau mais jovem (nunca antes dos 25 anos) ou aos 30 anos se houver mutação genética comprovada, frequentemente associando Ressonância Magnética anual à mamografia.
Não. O autoexame das mamas e o exame clínico são importantes para o autoconhecimento e detecção de alterações palpáveis, mas não são métodos de rastreamento eficazes isoladamente, pois não detectam lesões subclínicas (como microcalcificações suspeitas). A mamografia é o único exame que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama através do rastreamento populacional.
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