Rastreamento Câncer de Mama: Quando Iniciar a Mamografia

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022

Enunciado

Paciente, 30 anos, está preocupada pois teve uma tia falecida por câncer de mama aos 60 anos. Deseja fazer uma mamografia ou US das mamas. Marque a alternativa mais adequada ao caso:

Alternativas

  1. A) Tranquilizá-la, pois não há indicação de iniciar o rastreamento.
  2. B) Pela idade e histórico, deve realizar um US das mamas.
  3. C) Pelo histórico, mesmo jovem, deve realizar uma mamografia.
  4. D) Nestes casos, está indicado o estudo genético.
  5. E) Pelas atuais diretrizes, nesta idade está indicada uma ressonância magnética.

Pérola Clínica

Rastreamento mamográfico em mulheres de risco médio inicia aos 40-50 anos; histórico familiar de tia não justifica rastreamento precoce aos 30.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais de rastreamento para câncer de mama em mulheres de risco médio geralmente recomendam o início da mamografia entre 40 e 50 anos. Um histórico familiar de câncer de mama em uma tia (parentesco de segundo grau) aos 60 anos não é suficiente para classificar a paciente de 30 anos como de alto risco, justificando o início precoce do rastreamento.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia fundamental para a detecção precoce da doença, visando reduzir a mortalidade. As diretrizes para o início e a frequência do rastreamento variam ligeiramente entre diferentes instituições e países, mas geralmente consideram a idade da mulher e seus fatores de risco individuais. Para mulheres de risco médio, a mamografia de rastreamento é recomendada a partir dos 40 ou 50 anos, com periodicidade anual ou bienal. O histórico familiar de câncer de mama é um fator de risco importante, mas sua relevância para o rastreamento precoce depende do grau de parentesco e da idade de diagnóstico do familiar. Parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) com câncer de mama diagnosticado antes dos 50 anos, ou múltiplos casos na família, ou a presença de mutações genéticas como BRCA1/2, classificam a mulher como de alto risco, justificando o início do rastreamento mais cedo (geralmente 10 anos antes da idade do parente mais jovem afetado, ou a partir dos 30 anos, dependendo da diretriz). No caso apresentado, uma tia falecida aos 60 anos por câncer de mama representa um parentesco de segundo grau e uma idade de diagnóstico que não configura um risco tão elevado para a paciente de 30 anos a ponto de justificar o início precoce do rastreamento. Portanto, a conduta mais adequada é tranquilizar a paciente e seguir as diretrizes de rastreamento para mulheres de risco médio, sem indicação de mamografia ou ultrassonografia de rastreamento nesta idade. O estudo genético é reservado para casos de alto risco bem definidos.

Perguntas Frequentes

Qual a idade recomendada para iniciar o rastreamento mamográfico em mulheres de risco médio?

No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde recomendam mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. Sociedades médicas podem recomendar a partir dos 40 anos anualmente.

Quando o histórico familiar de câncer de mama justifica o início precoce do rastreamento?

O rastreamento precoce é indicado para mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) antes dos 50 anos, ou múltiplos casos na família, ou presença de mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2).

A ultrassonografia das mamas é um método de rastreamento primário para câncer de mama?

Não, a ultrassonografia das mamas é um método complementar à mamografia, útil para investigar achados suspeitos ou para rastreamento em mulheres jovens com mamas densas e alto risco, mas não substitui a mamografia como método de rastreamento primário.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo