PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Mulher de 35 anos procura a UBS preocupada porque sua vizinha de 40 anos está com câncer de mama e quer orientação sobre o rastreamento. No momento está assintomática e informa G1P1A0, que amamentou seu filho, agora com cinco anos, por sete meses, é sexualmente ativa e o último exame preventivo do colo uterino foi em março de 2019, com laudo negativo para malignidade. Usa DIU T de cobre há três anos e seus ciclos menstruais são regulares. Nega casos de câncer de mama ou ovário na sua família e não é tabagista. Não foram evidenciadas alterações no exame das mamas. Das seguintes condutas, a que NÃO ESTÁ INDICADA para essa paciente é:
Mulher < 40 anos, sem FR, rastreamento mamográfico não indicado; USG mama não é rastreamento primário.
Em mulheres jovens e assintomáticas, sem fatores de risco para câncer de mama, a ultrassonografia mamária não é um método de rastreamento primário e não deve ser solicitada de rotina. A mamografia tem limitações nessa faixa etária devido à densidade mamária.
O rastreamento do câncer de mama visa a detecção precoce da doença em mulheres assintomáticas, permitindo um tratamento mais eficaz e melhor prognóstico. As diretrizes de rastreamento são baseadas em evidências científicas e consideram a relação custo-benefício e os riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento, sendo adaptadas para diferentes faixas etárias e perfis de risco. Os fatores de risco para câncer de mama incluem idade, história familiar, mutações genéticas, obesidade, consumo de álcool, entre outros. Em mulheres jovens (abaixo de 40 anos) e sem fatores de risco, a mamografia tem menor sensibilidade devido à maior densidade mamária e não é recomendada como rastreamento de rotina. A ultrassonografia mamária, embora útil para complementar a mamografia ou investigar nódulos palpáveis, não é indicada como método de rastreamento primário devido à sua baixa especificidade e alto índice de falsos positivos. A prevenção primária do câncer de mama envolve a adoção de hábitos de vida saudáveis, como manter um peso adequado, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo de álcool. A decisão sobre o rastreamento deve ser compartilhada com a paciente, informando sobre os benefícios e limitações dos métodos disponíveis, especialmente em grupos de baixo risco.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, história familiar de câncer de mama ou ovário, mutações genéticas (BRCA1/2), obesidade, consumo de álcool, nuliparidade, menarca precoce e menopausa tardia.
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o rastreamento mamográfico é recomendado para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Em casos de alto risco, o rastreamento pode ser individualizado e iniciar mais cedo.
A ultrassonografia mamária não é um método de rastreamento primário. Ela é utilizada como método complementar à mamografia, especialmente em mamas densas, ou para investigar achados suspeitos no exame físico ou mamográfico.
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