Rastreamento Câncer de Mama: Densidade Mamária e USG Complementar

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo. Quanto ao rastreamento do câncer de mama nas mulheres com risco habitual para a enfermidade, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Indica-se ultrassonografia dos 20 anos aos 40 anos de idade e mamografia a partir dos 40 anos de idade.
  2. B) A alta densidade mamária pode diminuir a sensibilidade da mamografia; nesses casos, indica-se ultrassonografia complementar à mamografia.
  3. C) O autoexame das mamas é efetivo para detecção precoce de lesões palpáveis, com redução de mortalidade.
  4. D) A ressonância nuclear magnética é superior à mamografia convencional ou digital para o rastreio do câncer de mama.
  5. E) A mamografia é dispensável e pode ser substituída pela ultrassonografia no rastreio do câncer de mama.

Pérola Clínica

Alta densidade mamária ↓ sensibilidade mamografia; USG complementar é indicada para rastreamento.

Resumo-Chave

A densidade mamária elevada é um fator que pode mascarar lesões na mamografia, diminuindo sua sensibilidade. Nesses casos, a ultrassonografia mamária complementar é uma ferramenta valiosa para aumentar a taxa de detecção de câncer, especialmente em mulheres com risco habitual.

Contexto Educacional

O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres globalmente, e o rastreamento é fundamental para a detecção precoce e melhor prognóstico. A mamografia é o principal método de rastreamento para mulheres com risco habitual, geralmente a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo das diretrizes locais e nacionais. No entanto, a eficácia da mamografia pode ser influenciada por fatores como a densidade mamária. Mamas densas, que possuem maior proporção de tecido glandular e conjuntivo em relação ao tecido adiposo, representam um desafio no rastreamento mamográfico. Nesses casos, a sensibilidade da mamografia diminui, pois o tecido denso pode obscurecer lesões malignas. Para contornar essa limitação, a ultrassonografia mamária complementar é frequentemente indicada, pois tem a capacidade de detectar lesões em mamas densas que não seriam visíveis na mamografia. É importante ressaltar que a ressonância nuclear magnética (RNM) é um método de rastreamento mais sensível, mas é reservada para mulheres de alto risco (com mutações genéticas, história familiar forte, etc.) devido ao seu custo, disponibilidade e maior taxa de falsos positivos. O autoexame das mamas, embora importante para o autoconhecimento, não é considerado um método de rastreamento eficaz para redução de mortalidade.

Perguntas Frequentes

Por que a alta densidade mamária afeta a sensibilidade da mamografia?

A alta densidade mamária significa que há mais tecido glandular e conjuntivo do que gordura. Tanto o tecido denso quanto as lesões tumorais aparecem brancos na mamografia, dificultando a distinção entre eles e mascarando possíveis cânceres.

Quando a ultrassonografia mamária é recomendada como método complementar à mamografia?

A ultrassonografia mamária é recomendada como método complementar à mamografia em mulheres com mamas densas, pois pode identificar lesões que não seriam visíveis na mamografia devido ao efeito de mascaramento do tecido denso.

O autoexame das mamas ainda é recomendado para o rastreamento do câncer?

O autoexame das mamas não é mais recomendado como método de rastreamento primário para redução de mortalidade, pois não demonstrou eficácia superior à mamografia e pode gerar ansiedade e biópsias desnecessárias. No entanto, o conhecimento do próprio corpo é incentivado.

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