MedEvo Simulado — Prova 2026
Simone, 42 anos, hígida, G2P2 com histórico de amamentação prolongada em ambas as gestações, comparece à consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Durante a anamnese, relata preocupação com o câncer de mama, pois uma prima de primeiro grau foi diagnosticada com a neoplasia aos 45 anos. Simone solicita a realização de uma mamografia de rastreamento, afirmando ter lido em redes sociais que o exame deve ser anual a partir dos 40 anos para todas as mulheres, sem exceção. Ao exame físico realizado pelo médico de família, as mamas não apresentam nódulos, retrações, abaulamentos ou descargas papilares, e as cadeias ganglionares axilares e supraclaviculares estão livres. Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o rastreamento do câncer de mama, a conduta mais adequada é:
Rastreio MS/INCA: 50-69 anos, bienal; decisão compartilhada explica riscos < 50 anos.
O Ministério da Saúde recomenda rastreamento bienal para mulheres de 50 a 69 anos. Fora dessa faixa, a decisão deve ser compartilhada, pesando riscos de falso-positivos.
O rastreamento do câncer de mama no Brasil segue duas vertentes principais: a do Ministério da Saúde/INCA e a das sociedades de especialistas (SBM/FEBRASGO). O MS prioriza a saúde pública baseada em evidências de redução de mortalidade populacional, focando na faixa de 50 a 69 anos. A mamografia antes dos 50 anos em mulheres de risco habitual apresenta menor sensibilidade devido à densidade mamária e maior taxa de resultados falso-positivos, levando a ansiedade e procedimentos invasivos evitáveis. A prática da prevenção quaternária é essencial aqui para evitar o dano iatrogênico decorrente do excesso de exames.
Segundo o Ministério da Saúde e o INCA, o rastreamento mamográfico de rotina é indicado para mulheres entre 50 e 69 anos, com periodicidade bienal. Essa recomendação baseia-se no equilíbrio entre benefícios (redução da mortalidade) e riscos (sobrediagnóstico e biópsias desnecessárias).
O alto risco é definido por parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos, câncer bilateral, câncer de ovário ou câncer de mama em homens na família. No caso da questão, a prima de primeiro grau não enquadra a paciente em alto risco pelos critérios do MS.
É o processo onde o médico informa a paciente sobre as incertezas do rastreamento fora da faixa etária recomendada, discutindo a alta taxa de falsos-positivos e o risco de intervenções desnecessárias, permitindo que a paciente participe ativamente da escolha clínica.
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