UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2017
Para uma mulher de 37 anos, que durante uma consulta médica de rotina encontra- se assintomática e que o médico de família e comunidade não identifica na anamnese nenhum fator de risco cardiovascular ou para câncer de mama, diante de um exame físico está normal, deve-se:
Mulher 37a, assintomática, baixo risco → Mamografia >50a (bienal), Papanicolau >25a (trienal após 2 normais).
Para mulheres assintomáticas de baixo risco, o rastreamento de câncer de mama com mamografia geralmente inicia aos 50 anos e é bienal. O rastreamento de câncer de colo de útero com Papanicolau inicia aos 25 anos e, após dois exames anuais normais, passa a ser trienal.
O rastreamento de doenças é uma prática fundamental na medicina de família e comunidade, visando a detecção precoce de condições em indivíduos assintomáticos, a fim de reduzir a morbimortalidade. Para mulheres, os principais focos de rastreamento são o câncer de mama e o câncer de colo de útero, que possuem diretrizes bem estabelecidas baseadas em evidências. É crucial que o médico saiba aplicar essas recomendações para evitar exames desnecessários e otimizar a alocação de recursos. Para o câncer de mama, as diretrizes brasileiras (Ministério da Saúde) recomendam a mamografia bienal para mulheres de 50 a 69 anos sem fatores de risco adicionais. Algumas sociedades médicas podem sugerir o início aos 40 anos, mas para a população geral de baixo risco, a idade de 50 anos é o consenso. O ultrassom de mamas não é um método de rastreamento primário, sendo utilizado como método complementar à mamografia ou para avaliação de achados específicos. Em relação ao câncer de colo de útero, o rastreamento com o exame Papanicolau (citopatológico) é indicado para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram atividade sexual. Após dois exames anuais consecutivos com resultados normais, a periodicidade pode ser estendida para a cada três anos. É importante ressaltar que a solicitação de exames de rotina deve ser criteriosa, baseada em idade, fatores de risco e evidências científicas, evitando a medicalização excessiva e os riscos de falsos positivos e procedimentos invasivos desnecessários.
Para mulheres sem fatores de risco, o rastreamento mamográfico geralmente é recomendado a partir dos 50 anos, com periodicidade bienal, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
O rastreamento do câncer de colo de útero é realizado com o exame Papanicolau, iniciando-se aos 25 anos. Após dois exames anuais normais, a periodicidade passa a ser trienal.
Exames como ultrassom de mamas ou ultrassom transvaginal não são indicados como rastreamento de rotina em mulheres jovens e assintomáticas sem fatores de risco específicos, sendo reservados para investigação de sintomas ou achados anormais.
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