SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Mulher de 48 anos vem à Unidade Básica de Saúde para prevenção decâncer de mama. Última avaliação, há mais de dois anos. Descobriu recentemente que sua tia, irmã mais nova de sua mãe, teve um câncer de mama avançado com 38 anos. O exame físico foi normal, incluindo o exame das mamas. Qual (is) exame (s) o médico deve solicitar para seguir com a investigação, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil?
MS/Brasil: Rastreamento câncer de mama para mulheres 50-69 anos com mamografia a cada 2 anos.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, o rastreamento populacional para câncer de mama é recomendado para mulheres de 50 a 69 anos, com mamografia a cada dois anos. A história familiar de câncer de mama em parente de segundo grau (tia) não eleva o risco a ponto de indicar rastreamento diferenciado antes dos 50 anos ou exames adicionais.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce da doença, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. No Brasil, as diretrizes para o rastreamento são estabelecidas pelo Ministério da Saúde e são um tópico recorrente em provas de residência médica. É crucial que os profissionais de saúde compreendam essas recomendações para uma prática clínica baseada em evidências. De acordo com o Ministério da Saúde, o rastreamento populacional para o câncer de mama é indicado para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, com a realização de mamografia a cada dois anos. Essa recomendação visa equilibrar os benefícios da detecção precoce com os riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. Para mulheres fora dessa faixa etária ou com fatores de risco específicos, a abordagem pode ser individualizada. No caso da paciente da questão, com 48 anos e história de câncer de mama em tia (parente de segundo grau), ela não se enquadra nos critérios de alto risco que justificariam um rastreamento diferenciado ou o início da mamografia antes dos 50 anos, conforme as diretrizes do MS. Portanto, a conduta correta seria a mamografia rotineira, seguindo a recomendação para a faixa etária de risco médio, que se iniciaria aos 50 anos. A ultrassonografia e a ressonância magnética não são exames de rastreamento populacional e são reservados para situações específicas.
O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Essa é a estratégia para o rastreamento populacional.
A ultrassonografia mamária não é um método de rastreamento populacional. É um exame complementar à mamografia, indicado para avaliação de achados mamográficos, mamas densas ou para mulheres de alto risco que não podem fazer RM.
São consideradas de alto risco mulheres com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos, câncer de mama bilateral, câncer de ovário, ou mutações genéticas conhecidas (BRCA1/2). Nesses casos, o rastreamento pode ser individualizado e iniciar mais cedo.
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