FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Sobre o rastreio, diagnóstico e epidemiologia do câncer de mama é correto afirmar que:
Autoexame das mamas NÃO é método de rastreio e não comprovou aumento da sobrevida em câncer de mama.
O autoexame das mamas, embora possa aumentar a conscientização da mulher sobre seu corpo, não demonstrou eficácia em reduzir a mortalidade por câncer de mama em estudos randomizados e, por isso, não é recomendado como método de rastreio populacional. A mamografia é o principal método de rastreio.
O rastreamento do câncer de mama visa a detecção precoce da doença em mulheres assintomáticas, com o objetivo de reduzir a mortalidade. A mamografia é o principal método de rastreamento validado, com evidências robustas de sua eficácia. As diretrizes variam entre países e sociedades médicas, mas geralmente recomendam o início entre 40 e 50 anos, com periodicidade anual ou bienal. O autoexame das mamas (AEM) é uma prática de autoconhecimento que permite à mulher familiarizar-se com suas mamas. Contudo, estudos randomizados não demonstraram que o AEM isoladamente aumente a taxa de sobrevida ou reduza a mortalidade por câncer de mama. Além disso, pode gerar ansiedade e levar a exames complementares desnecessários. Por essas razões, o AEM não é considerado um método de rastreamento formal pelas principais organizações de saúde. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam a diferença entre autoconhecimento e rastreamento. A mamografia continua sendo a ferramenta mais importante para o diagnóstico precoce, permitindo a detecção de tumores menores e em estágios mais iniciais, o que impacta positivamente o prognóstico e as opções terapêuticas. A educação sobre os métodos de rastreamento adequados é fundamental para a saúde da mulher.
A mamografia bilateral é o método de rastreamento mais eficaz e comprovado para o câncer de mama, capaz de detectar lesões em estágios iniciais, antes de serem palpáveis, e reduzir a mortalidade.
Estudos demonstraram que o autoexame das mamas não reduz a mortalidade por câncer de mama e pode levar a biópsias desnecessárias. Ele é recomendado para autoconhecimento, mas não como rastreamento formal.
No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Sociedades médicas podem recomendar iniciar aos 40 anos anualmente, dependendo do risco individual.
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