HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2018
Durante a campanha do Outubro Rosa, o médico da equipe de saúde da família recebe um ofício circular da Secretaria de Saúde informando que, tendo em vista o apoio ao movimento do Outubro Rosa, a Secretaria contratualizou novos serviços de mamografia no município e que não haverá restrição no número de exames a serem realizados durante este mês. Muitas mulheres vêm à unidade de saúde solicitar que sejam submetidas à mamografia. Várias delas não estão dentro da faixa preconizada para o rastreamento com o exame e algumas já foram submetidas ao exame no ano passado, estando o resultado sem alteração que sugerisse outra etapa para o rastreamento. Com base no melhor conhecimento científico existente, o médico deve:
Rastreamento mamográfico segue diretrizes de faixa etária e periodicidade (INCA: 50-69 anos, bienal).
Mesmo com oferta ampliada, o rastreamento deve seguir as recomendações baseadas em evidências para evitar sobrediagnóstico e sobretratamento, focando na faixa etária e periodicidade com melhor custo-benefício e segurança.
O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce da doença e a redução da mortalidade. No Brasil, as diretrizes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde são claras quanto à faixa etária e periodicidade para a mamografia de rastreamento, visando otimizar os benefícios e minimizar os riscos. O Outubro Rosa é uma campanha importante para conscientizar, mas as ações devem ser guiadas pelas evidências científicas. As recomendações atuais preconizam a mamografia de rastreamento para mulheres assintomáticas na faixa etária de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal. Essa faixa etária e periodicidade foram estabelecidas com base em estudos que demonstram o melhor balanço entre a redução da mortalidade por câncer de mama e os potenciais malefícios do rastreamento, como o sobrediagnóstico, biópsias desnecessárias e a ansiedade gerada por falsos positivos. A realização de exames fora dessas diretrizes, como em mulheres mais jovens (abaixo de 50 anos) ou com maior frequência, não demonstrou benefício adicional na redução da mortalidade e pode aumentar os riscos. A ultrassonografia das mamas, por exemplo, não é um método de rastreamento primário, sendo utilizada como complemento à mamografia em situações específicas. É crucial que os profissionais de saúde orientem as pacientes de acordo com as melhores evidências, mesmo diante de ofertas ampliadas de exames.
O Ministério da Saúde e o INCA recomendam a mamografia de rastreamento para mulheres assintomáticas na faixa etária de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal, devido ao melhor balanço entre benefícios e riscos nessa população.
Em mulheres mais jovens, a densidade mamária é maior, diminuindo a sensibilidade da mamografia. A realização de exames fora das recomendações aumenta o risco de sobrediagnóstico, biópsias desnecessárias e ansiedade, sem benefício comprovado na redução da mortalidade.
Não, a ultrassonografia das mamas não é recomendada como método de rastreamento isolado para câncer de mama em mulheres assintomáticas. Ela pode ser utilizada como método complementar à mamografia em casos específicos, como mamas densas ou para avaliação de achados suspeitos.
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