Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Quanto ao rastreio de câncer, assinale a alternativa correta.
Rastreamento de câncer de mama > 75 anos → individualizar, mamografia se expectativa de vida > 7 anos.
O rastreamento de câncer de mama em mulheres idosas (geralmente acima de 75 anos) deve ser individualizado, considerando a expectativa de vida, comorbidades e preferências da paciente. A mamografia continua indicada se a expectativa de vida for superior a 7 anos, pois o benefício do rastreamento ainda pode superar os riscos.
O rastreamento de câncer é uma estratégia de saúde pública fundamental para a detecção precoce de neoplasias, visando reduzir a morbimortalidade. As diretrizes de rastreamento variam conforme o tipo de câncer, idade, sexo e fatores de risco do indivíduo. Para o câncer de mama, a mamografia é o método de rastreamento de escolha para mulheres a partir dos 40 anos (em alguns países, 50 anos), com periodicidade anual ou bienal. A ultrassonografia mamária é um exame complementar, útil para mamas densas ou para investigar achados específicos, mas não substitui a mamografia no rastreamento. É importante ressaltar que a ultrassonografia pélvica transvaginal não é um exame de escolha para o rastreamento de câncer de ovário ou endométrio na população geral, devido à sua baixa eficácia e alto índice de falsos positivos, que podem levar a procedimentos invasivos desnecessários. A termografia mamária, embora promissora em algumas pesquisas, ainda não é um método de rastreamento validado e não substitui a mamografia nas diretrizes atuais. Para mulheres acima de 75 anos, o rastreamento de câncer de mama deve ser individualizado. A decisão de continuar ou suspender a mamografia anual deve levar em conta a expectativa de vida da paciente, suas comorbidades e seu estado geral de saúde. Se a expectativa de vida for superior a 7 anos, o benefício da detecção precoce ainda pode justificar a continuidade do rastreamento, pois o tempo de vida restante é suficiente para que a intervenção tenha um impacto positivo.
Em mulheres jovens sem fatores de risco elevados, a mamografia geralmente inicia aos 40 anos. A ultrassonografia mamária é complementar, não substituta, para mamas densas ou achados específicos.
A ultrassonografia transvaginal não é recomendada como método de rastreamento populacional para câncer de ovário ou endométrio devido à sua baixa sensibilidade e especificidade, e ao risco de falsos positivos.
Em idosas, o rastreamento deve ser individualizado para equilibrar os benefícios da detecção precoce com os riscos de sobrediagnóstico, sobretratamento e os impactos na qualidade de vida, considerando comorbidades e expectativa de vida.
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