UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 41a, G4P4C0A0, comparece ao Centro de Saúde na campanha Outubro Rosa solicitando orientações para prevenção do câncer de mama. Antecedentes pessoais, obstétricos e ginecológicos: menarca aos 13 anos, amamentou cada filho por pelo menos seis meses, laqueada, consumo de quatro latas de cerveja aos finais de semana. Antecedentes familiares: nega antecedente de doenças neoplásicas. Exame físico: IMC= 30Kg/m², exame de mamas e axilas: sem alterações. ALÉM DO CONTROLE DE GANHO PONDERAL E DAS ORIENTAÇÕES SOBRE O CONSUMO DE ÁLCOOL, EM CONSONÂNCIA COM O PRECONIZADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE EM RELAÇÃO À PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA, A CONDUTA É:
Rastreamento câncer de mama MS (risco usual): mamografia bienal 50-69 anos; antes dos 50, acompanhamento clínico anual.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, o rastreamento mamográfico para mulheres com risco usual de câncer de mama é recomendado a partir dos 50 anos, com periodicidade bienal, até os 69 anos. Para mulheres mais jovens, como a paciente de 41 anos sem fatores de alto risco específicos, a conduta é o acompanhamento clínico anual.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo o câncer de pele não melanoma. A detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, e o rastreamento populacional é uma estratégia de saúde pública para identificar lesões em estágios iniciais. No entanto, as diretrizes para o rastreamento variam entre diferentes organizações e países. No Brasil, o Ministério da Saúde preconiza o rastreamento mamográfico bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, consideradas de risco usual. Para mulheres fora dessa faixa etária ou com fatores de alto risco (como história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, mutações genéticas conhecidas, história pessoal de câncer de mama ou doença proliferativa atípica), as recomendações podem ser individualizadas e incluir mamografias mais precoces ou outros métodos de imagem. A paciente do caso, com 41 anos, não se enquadra na faixa etária de rastreamento mamográfico populacional do MS e não apresenta fatores de alto risco que justifiquem uma mamografia precoce. Ela possui fatores de risco modificáveis (obesidade e consumo de álcool), que devem ser abordados com orientações de estilo de vida. Portanto, a conduta correta, além das orientações, é o acompanhamento clínico anual, incluindo o exame clínico das mamas.
O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento mamográfico bienal para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, consideradas de risco usual para câncer de mama.
A paciente apresenta obesidade (IMC=30 Kg/m²) e consumo de álcool, ambos reconhecidos como fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de mama.
A mamografia antes dos 50 anos é indicada apenas para mulheres com alto risco para câncer de mama (ex: mutações genéticas, história familiar forte em idade jovem) ou em casos de suspeita diagnóstica, não como rastreamento populacional.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo